A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CEEE Equatorial e RGE, criada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, segue cronograma de audiências regionais com uma reunião pública em Novo Hamburgo. O encontro — que terá data definida nos próximos dias — discutirá a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias, que, juntas, atendem mais de 95% dos consumidores gaúchos. A atividade ocorrerá na Câmara de Vereadores.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
O anúncio foi feito pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT), presidente da CPI, durante entrevista ao programa NH10, da Rádio ABC 103.3 FM, nesta sexta-feira (10). “Estamos investigando as razões para os graves problemas nos serviços de distribuição de energia elétrica, especialmente da CEEE Equatorial, cujo desempenho é muito ruim. A RGE também enfrenta dificuldades sérias, e vamos escutar a nossa comunidade”, afirmou o parlamentar.
Ciclo de audiências regionais
A audiência em Novo Hamburgo integra um ciclo de reuniões regionais promovido pela CPI em cidades atendidas pelas concessionárias. Já foram realizadas edições em Porto Alegre, Osório e Rio Grande. As próximas estão marcadas para Caxias do Sul, no dia 22 de outubro, e Erechim, no dia 30 de outubro.
Segundo Rossetto, o objetivo das audiências é ouvir diretamente os consumidores sobre os principais problemas enfrentados — como interrupções no abastecimento, demora na restauração da energia, cobranças indevidas nas faturas, falta de investimentos e oscilações de tensão, especialmente em áreas rurais.
Desempenho das concessionárias
Em abril deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou ranking que colocou a CEEE Equatorial como a pior distribuidora de energia elétrica do país entre as concessionárias de grande porte — aquelas com mais de 400 mil unidades consumidoras. A empresa atende Porto Alegre e diversas cidades do interior gaúcho. Já a RGE está no 17º lugar do levantamento que reúne as 31 maiores distribuidoras do Brasil.
“Não é possível aceitar que as concessionárias, que são pagas pelo consumidor, não ofereçam um serviço de qualidade. No caso da Equatorial, a situação é ainda mais grave, por ser a última colocada no ranking da Aneel. E a RGE também não consegue se destacar. Não é aceitável que o Rio Grande do Sul tenha as piores distribuidoras do Brasil. Queremos que elas estejam entre as melhores e ofereçam um serviço eficiente à população”, declarou Rossetto.