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ANÁLISE

DANIEL SCOLA: Esquerda e direita unidas no mesmo esquema, machismo na tribuna e a ausência de Finck

Confira a coluna de Daniel Scola desta segunda-feira, 22 de junho

Publicado em: 22/06/2026 às 06h:30 Última atualização: 21/06/2026 às 20h:17
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A mais recente revelação sobre a rede de influência de Daniel Vorcaro, do banco Master, com políticos é suprapartidária. Nesse caso, esquerda e direita bebiam da mesma fonte. Das informações divulgadas até agora dos personagens mais relevantes da política, se sabe que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Vorcaro para custear o filme sobre o pai, e que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) recebeu R$ 3,5 milhões mais apartamento de luxo de Vorcaro. E de que forma isso repercute na campanha local?

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Senadores Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner | abc+



Senadores Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O que diz Luciano Zucco

Pré-candidato do PL, mesmo partido de Flávio, Luciano Zucco afirma que o caso não afeta em nada. Ressalta que seu partido assinou a CPI dos Master “ao contrário dos parlamentares da esquerda”. Assegurou que cabe a Flávio decidir quem será o vice, mas lembrou que “se formos seguir o exemplo aqui da nossa aliança regional, Zucco e Silvana, uma liderança que se encaixaria perfeitamente é a senadora Tereza Cristina (PP-MS)”.

O que diz Juliana Brizola

Tendo o apoio do PT, cujo líder do governo do Senado está entre os investigados, Juliana Brizola (PDT) defendeu “investigação e punição a todos os culpados. Não espero nada menos do que isso”.

Machismo na tribuna

Infelizmente, tem gente que ainda acredita que cometer um crime contra a mulher não é um crime grave. Pior, esse absurdo foi dito por um vereador a plenos pulmões e na tribuna. Ao comentar a restrição imposta por uma escola para a entrada de um prestador de serviço condenado pela Lei Maria da Penha, o vereador Fabrício Wust (MDB), de São José do Hortêncio, disse que “ele não cometeu um crime grave, ele só cometeu um crime de Maria da Penha”. São pensamentos retrógrados como esse que ajudam a explicar o desdém pela lei.

Vereador reincidente

A declaração machista do vereador não surpreende quem o conhece. Fabrício Wust é avesso às regras. Revoltado com decreto da prefeitura que prevê que o registro oficial de demandas deve ser formal, Wust chamou a prefeita Ester Elisa Dill Koch (PL) de “bruxa”.

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A ausência de Finck

Causou polêmica na semana passada o anúncio do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), informando que vai se licenciar por um mês para trabalhar na campanha ao governo de Luciano Zucco (PL). Muitos eleitores ficaram revoltados com a medida. Legalmente, qualquer servidor público pode fazer isso. Portanto, o prefeito está amparado pela lei. O que se pode questionar, e isso é inerente a todos, é a questão moral. Qual é a prioridade do prefeito? Mas, tecnicamente, não há nada que o impeça.

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