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POLÍTICA

DANIEL SCOLA: Por que 2026 é um ano fundamental para nossa democracia

Jornalista estreia como colunista do Grupo Sinos nesta segunda-feira

Publicado em: 20/04/2026 às 06h:00 Última atualização: 20/04/2026 às 09h:14
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De hoje até o fim da eleição, vou ocupar este espaço para ajudar você a entender nosso processo eleitoral. 2026 é um ano fundamental para a nossa democracia. Vamos escolher um novo presidente, deputados federais, senadores, governadores e deputados estaduais. Quero agradecer ao Grupo Sinos por fomentar e estimular a discussão sobre política, um tema aparentemente indigesto, mas crucial para a vida em comunidade.

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Urna eletrônica | abc+



Urna eletrônica

Foto: Alejandro Zambrana

Função de cada um

É o presidente que comanda a nação e deputados que propõem, alteram, aprovam e fiscalizam as leis, além de manter a vigilância sobre o Executivo. Ou seja, nossas vidas são basicamente regidas por eles. São eles que definem percentuais de imposto, são eles que aprovam leis que têm impacto direto para todos. Isso é o que prevê a lei, mas, infelizmente, eles não têm cumprido.

A eleição da abundância

A lista é grande, mas vamos começar com o valor exorbitante que vai ser usado para a campanha. Serão R$ 4,9 bilhões para custear campanhas eleitorais. Esse é o montante aprovado pelo Congresso, o maior da história. Em pleno século XXI e com o poder de alcance e facilidades das redes sociais, os políticos terão dinheiro de sobra para conseguir emprego às custas de todos nós.

Polarização e desinformação

Um dos resultados da polarização extrema é que os adversários políticos passaram a se ver como inimigos e não como rivais. O campo de ideias virou um ringue. Um quer destruir o outro. Agora teremos uma eleição com Inteligência Artificial massificada. Se na última eleição a grande preocupação era manipulação de informação pelas fake news, imagine agora?

Sopa de letrinhas

Nesta eleição poderemos escolher candidatos que estão em 30 agremiações. Imagine um eleitor que acompanha assuntos políticos só de vez em quando – o que é o caso da maioria da população – ser obrigado a escolher entre 30 partidos? Por isso também urge uma reforma política que facilite o processo eleitoral.

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Nada de novo

O mais novo partido é o Missão. Nas 80 páginas de seu estatuto, não li nada diferente de plataformas de outros partidos. “Medidas para proteção das mulheres”, aberto a privatizações, PPPs, redução de impostos, reformas, enxugamento da máquina pública. Mas é na página 26 que está o real motivo da existência de mais um partido: o artigo segundo descreve como se dará a distribuição do fundo partidário.

Errei

Raramente essa palavra sai da boca de um político. Eles têm resistência em admitir o erro. Costumam ignorar os equívocos e valorizar apenas os acertos. Isso passa uma imagem ruim para o eleitor mais consciente, de que o político é infalível.

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