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ANÁLISE

DANIEL SCOLA: Terceira via não decolou, guinada à direita na América do Sul e Trump tem rusga com aliada

Confira a coluna de Daniel Scola desta quarta-feira, 24 de junho

Publicado em: 24/06/2026 às 06h:30 Última atualização: 23/06/2026 às 21h:16
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E a julgar pelas pesquisas mais recentes, pode-se dizer que a terceira via não vai decolar. No Rio Grande do Sul e no Brasil, não deverá passar do primeiro turno. Ontem, foi publicada a pesquisa RealTime Big Data que mostra a pré-candidata Juliana Brizola (PDT) do campo de esquerda com 37% das intenções de voto e do outro, na direita, Luciano Zucco (PL), com 32%. Gabriel Souza (MDB) tem 18% e Maranata (PSDB) soma 3%. No cenário nacional, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) continuam na frente.

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Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) | abc+



Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB)

Foto: Reprodução

Guinada à direita

E eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia marca a consolidação de políticos de direita no comano de nações sul-americanas. Tudo indica que Keiko Fujimori vai ser eleita na disputada eleição do Peru. Eles se juntam aos presidentes Javier Milei, da Argentina, José Antonio Kast, do Chile, e Daniel Noboa, do Equador.

A ascensão também demonstra que o eleitor busca uma alternativa no combate ao crime. Todos tiveram como bandeira medidas mais enérgicas contra a criminalidade. Eles se baseiam no programa de governo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que já conseguiu reduzir o poder dos criminosos combatendo-os com mão de ferro. Também são adeptos de medidas ultraliberais para a economia.

Eleição marcada pelo medo

Espriella fez comícios vestido com colete balístico. No palco, aparecia atrás de uma proteção transparente e à prova de bala. À medida que avançava nas intenções de voto, sua segurança foi reforçada. Era o receio crescente de que algo pudesse acontecer com o candidato que estava em ascensão.

Temas que mais preocupam

O domínio dos presidentes de direita é um claro recado aos de esquerda. A população quer medidas mais enérgicas contra o crime. O combate ao crime está no topo das preocupações do eleitor, junto com saúde e economia.

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A relação abalada de Donald Trump com aliados

Primeiro foi com Elon Musk, um de seus principais aliados. Depois, com seu outro parceiro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Agora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou briga com sua principal aliada na Europa, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

No encontro do G7 na semana passada, na França, Trump disse que Meloni implorou por uma foto com ele. Meloni respondeu que Trump mente. “Nem eu, nem a Itália, nunca imploramos a ninguém”, disse a primeira-ministra italiana. As rusgas começaram quando Meloni vetou o uso de bases militares na Itália para os EUA na guerra contra o Irã. Desse jeito, em breve Trump não terá mais aliados.

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