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POLÍTICA

Decisão de cassar Ramagem foi para evitar "novo episódio de estresse institucional", diz Motta

No entendimento do presidente da Câmara, estando fora no Brasil como está agora, Ramagem não poderia cumprir o mandato, e estando no Brasil também não poderia cumprir a função, já que teria de cumprir a pena de prisão

Publicado em: 19/12/2025 às 14h:07 Última atualização: 19/12/2025 às 14h:08
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a decisão de cassar o mandato de Alexandre Ramagem (PL-RJ) por decisão da Mesa Diretora, e não por voto do plenário, foi tomada pelos líderes da Casa para evitar um “novo episódio de conflito e de estresse institucional”.

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Hugo Motta | abc+



Hugo Motta

Foto: Agência Brasil

“Para evitar um novo episódio de conflito e de estresse institucional, houve uma decisão aqui, capitaneada pelos líderes, de que pudéssemos decidir isso pela Mesa”, afirmou.

Motta lembrou que tinha decidido inicialmente que o plenário decidisse no voto se cassaria os mandatos de Carla Zambelli (PL-SP), foragida e presa na Itália, e Ramagem, também foragido, nos EUA, após ter sido condenado a 16 anos e um mês de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No entendimento do presidente da Câmara, estando fora no Brasil como está agora, Ramagem não poderia cumprir o mandato, e estando no Brasil também não poderia cumprir a função, já que teria de cumprir a pena de prisão.

Ramagem foi condenado pelo STF por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, recebendo pena de 16 anos, um mês e 15 dias em regime fechado, além de perder o mandato.

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Apenas o caso de Zambelli foi a plenário, num duplo revés para Motta. O plenário votou o caso dela e se Glauber Braga (PSOL-RJ), que expulsou aos chutes um ex-militante do Movimento Brasil Livre (MBL), deveria ter o mandato cassado.

A expectativa era que os dois perdessem o mandato, mas a noite terminou com Glauber tendo a cassação trocada por seis meses de suspensão, e a rejeição da cassação de Zambelli.

Após isso, provocado pelo líder do PT, Lindbergh Farias (RJ) o STF anulou a decisão do plenário da Câmara e determinou novamente a perda do mandato da deputada. Zambelli optou por renunciar poucos dias depois.

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No mesmo dia, a Mesa Diretora, comandada por Motta, decidiu pela perda do mandato de Ramagem e de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por faltas. Essa determinação, no caso de Eduardo, já era esperada.

“Nunca é um tema que nos agrada. Muito pelo contrário, é um tema que sempre traz sempre algum nível de constrangimento. Ninguém se sente feliz em estar cassando ou punindo o colega, mas infelizmente é da nossa função enfrentar os temas que estão sob a Mesa”, disse Motta. “Decidi enfrentar esses pontos para que eles não se arrastassem para o ano que vem com problemas que não fariam bem ao dia a dia da nossa convivência na Casa.”

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