O governador Eduardo Leite cumpriu na manhã desta sexta-feira (9) sua última agenda antes de assinar a filiação ao PSD. Leite cumpriu agenda pela manhã no evento que marcou a retomada de operação completa da fábrica da Coca-Cola em Porto Alegre, quando o governador esteve acompanhado por outro ex-tucano, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, hoje filiado ao PSB.
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Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial
Sem citar intenção de cargos, Leite deixou claro que a mudança acontece visando a disputa eleitoral. “As circunstâncias políticas e eleitorais do Brasil exigem uma posição minha porque estou neste jogo político e preciso me posicionar onde as forças com as quais eu mais tenho sintonia e sinergia de visão estão para poder participar deste jogo eleitoral e ter a oportunidade de dar a minha contribuição”, afirmou, sem dar mais detalhes de para qual cargo pretende concorrer em 2026 quando deixa o governo do Estado.
A filiação de Leite ao Partido Social Democrático (PSD) acontece em um evento na cidade de São Paulo, marcado para às 15 horas. A legenda é comandada por Gilberto Kassab, ex-prefeito da capital paulista e um dos principais articuladores dos bastidores políticos do país.
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Se apresentando como um partido sem lado definido no espectro político, o PSD circula por diferentes governos, sendo base de oposição tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estão em missão oficial à Rússia, quanto ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo e ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), apontado como o possível sucessor do ex-presidente.
Mesmo sem uma avaliação mais direta, Leite deixou claro não ver viabilidade eleitoral após a fusão do PSDB com o Podemos. O partido no qual o governador foi filiado por 24 anos vem apresentando desgaste em nível nacional nos últimos anos, tendo perdido protagonismo na disputa presidencial nas eleições de 2018 e 2022.
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No pleito anterior, Leite chegou a se alçar como pré-candidato à presidência mesmo após perder a disputa interna para João Dória, então governador de São Paulo pelo mesmo partido. Sem adesões significativas, o gaúcho desistiu de concorrer e apoiou Simone Tebet (MDB) ao governo.
Triste fim
Durante os discursos oficiais no evento desta sexta, o governador fez questão de agradecer diretamente a Alckmin pelo apoio e incentivo recebido justamente por Alckmin no início da carreira política. Os dois ocuparam durante décadas o ninho tucano, mas deixaram a legenda em momentos distintos.
Alckmin também falou sobre os destinos do partido que ajudou a afundar e lamentou a fusão que, na sua avaliação, essa medida representa o fim da legenda. “Embora eu tenha saído do partido, não fico feliz ao acabar o PSDB. “Acho que o PSDB deu uma contribuição ao país, tem uma linha programática, guardo boas lembranças”, avaliou.