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AÍ VÊM OS MARUJOS

Escola de samba de Novo Hamburgo pede apoio à Câmara para continuar em sua sede no Parque do Trabalhador

Agremiação foi notificada a desocupar até o dia 28 de junho o pavilhão que ocupa há quase quatro décadas

Publicado em: 20/06/2025 às 08h:57 Última atualização: 21/06/2025 às 12h:50
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Com quase 75 anos de história, a Sociedade Recreativa Aí Vêm os Marujos, uma das mais tradicionais escolas de samba de Novo Hamburgo, vive um momento de incerteza. A agremiação foi notificada a desocupar até o dia 28 de junho o pavilhão que ocupa há quase quatro décadas no Parque do Trabalhador, em frente ao Ginásio Municipal Victor Hugo Körbes. Em busca de uma solução, representantes da entidade recorreram à Câmara de Vereadores para pedir apoio.

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Escola de samba de Novo Hamburgo pede apoio à Câmara para continuar em sua sede no Parque do Trabalhador | abc+



Escola de samba de Novo Hamburgo pede apoio à Câmara para continuar em sua sede no Parque do Trabalhador

Foto: Divulgação:Moris Musskopf/CMNH

Mesmo sem participar de desfiles completos desde a pandemia, a sede da escola permanece ativa, funcionando como um importante ponto de encontro da comunidade carnavalesca. O espaço abriga atividades sociais e culturais, como oficinas de capoeira, e é reconhecido por sua contribuição à cultura popular e à identidade negra da cidade.

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A situação foi levada à tribuna da Câmara nesta semana por iniciativa da vereadora professora Luciana Martins (PT), que convidou o produtor cultural Fábio Lima para relatar o caso e pedir ajuda dos parlamentares. Ele fez um apelo para que a escola permaneça no local e tenha seu papel cultural reconhecido.

“Uma sociedade negra, com mais de 75 anos, recebe um documento informando que tem 30 dias para sair. São pessoas que não conhecem a história da Aí Vêm os Marujos”, declarou Lima. Segundo ele, após uma reunião na Secretaria de Cultura e contato com a Prefeitura, foi informado de que não havia mais como reverter a decisão, já publicada no Diário Oficial.

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Durante seu pronunciamento, o produtor cultural destacou as dificuldades enfrentadas pela escola, especialmente após a pandemia. A entidade, sem fins lucrativos, atualmente não recebe nenhum tipo de recurso público. Ele também lembrou que o prédio foi reconstruído pelos próprios integrantes após sofrer um incêndio, e pediu que os vereadores considerem o valor simbólico e social da sede, construída com apoio da comunidade do bairro “Buraco do Raio”.

“Não se trata de uma ocupação irregular. Estamos falando de um direito conquistado há mais de 40 anos, de um espaço que forma comunidade ao seu redor”, disse Fábio. Ele ainda afirmou que a escola está aberta a parcerias com outras entidades, desde que haja diálogo e respeito à sua história.

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O líder do governo na Câmara, vereador Giovani Caju (PP), explicou que o Executivo está reavaliando todas as cessões de espaços públicos no município. “Quero deixar claro que não é nada contra a entidade Os Marujos”, afirmou. Segundo ele, há possibilidade de que a Leme (Associação dos Lesados Medulares) também atue no local, o que poderia trazer incentivos financeiros. Caju reconheceu a necessidade de melhorar a comunicação entre a Prefeitura e a população, especialmente em casos sensíveis como este.

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