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"Veto seria simbólico"

Finck antecipa que não vetará auxílio-alimentação e convoca reunião com vereadores

Encontro ocorre horas antes da votação definitiva do projeto que institui o auxílio-alimentação de R$ 1.020,77 aos 14 vereadores

Publicado em: 08/02/2026 às 20h:59 Última atualização: 08/02/2026 às 21h:02
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O prefeito Gustavo Finck (PP) convocou uma reunião estratégica com os vereadores para às 11h15 desta segunda-feira (9), no Centro Administrativo Leopoldo Petry. Antes da sessão ordinária marcada para as 14 horas, o chefe do Executivo se reúne com o presidente da Casa, Juliano Souto (PL), e representantes de todas as bancadas partidárias.

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Gustavo Finck | abc+



Gustavo Finck

Foto: Ramon Belmonte/PMNH

A pauta única é o Projeto de Lei nº 4/2026, que propõe a criação de auxílio-alimentação para os parlamentares. A proposta, que tramita em regime de urgência, avançou em primeiro turno na última quarta-feira (4) e aguarda a segunda e definitiva votação, prevista para ocorrer na sessão desta segunda.

Finck afirmou que busca compreender melhor a construção do consenso em torno do projeto, reforçando a autonomia do Legislativo, mas sinalizou que não pretende vetar uma eventual decisão majoritária da Câmara, desde que haja demonstração de economicidade nos anos seguintes.

O posicionamento do Executivo

A movimentação do prefeito ocorre em meio a uma onda de críticas que a proposta vem recebendo. Na tarde deste domingo (8), ao ABCmais, Finck demonstrou cautela e ressaltou a autonomia do Legislativo, embora tenha demonstrado desconforto com a condução do processo.

“O que foi me relatado após a votação é que a câmara chegou num consenso para aprovar o projeto e na votação houveram desistências. Quero entender melhor o que estão definindo. Temos que entender que a harmonia entre os poderes não pode ter interferências de ambas as partes e que a Câmara tem recursos destinados para gestão própria”, pontuou, ao afirmar que a decisão é exclusiva do Legislativo e não “sofrerá interferência do Executivo”.

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Sem previsão de veto

Apesar de ressaltar sua postura austera enquanto foi vereador — período em que afirma não ter utilizado verbas de gabinete ou diárias —, Finck descartou a possibilidade de vetar a medida caso ela seja aprovada novamente nesta segunda.

Segundo Finck, um veto seria meramente simbólico e ineficaz, uma vez que a mesma maioria que aprova o projeto tem o poder de derrubar o veto, levando à sanção da lei pela própria Câmara. “Não vetarei uma decisão majoritária da Câmara, especialmente se houver demonstração de economicidade nos anos subsequentes”, adiantou.

Entenda a proposta

De autoria da Mesa Diretora, o texto institui o pagamento mensal de R$ 1.020,77 de auxílio-alimentação para cada um dos 14 vereadores com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026. Até então, os parlamentares do Legislativo hamburguense não contavam com esse benefício. A matéria foi aprovada em primeiro turno por 11 votos favoráveis e dois contrários, das vereadoras Daia Hanich (MDB) e Professora Luciana Martins (PT).

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A justificativa sustenta que a medida assegura condições adequadas para o exercício das atribuições legislativas.

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