O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), afirmou que a administração municipal irá contratar uma empresa especializada para reavaliar o valor venal dos imóveis na cidade. A medida é uma tentativa, conforme o chefe do Executivo, de mitigar os impactos da cobrança da última etapa do reajuste do IPTU, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026.
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“A ideia é que essa atualização possa corrigir distorções e, eventualmente, reduzir valores para o próximo ano”, adiantou o prefeito em entrevista ao ABCmais, na terça-feira (13).

Foto: GES
Foi a primeira vez que Finck se manifestou oficialmente, desde que assumiu o cargo, sobre a aplicação integral da Planta Genérica de Valores (PGV), aprovada pela Câmara em 2021. A legislação estabeleceu um escalonamento anual de 20% no valor venal dos imóveis, ciclo que encerrou em 2026 com a aplicação total do novo cálculo. Crítico da medida enquanto exercia o mandato de vereador, o agora prefeito havia prometido, durante a campanha eleitoral, barrar a parcela final do reajuste.
No entanto, Finck justificou que o cenário fiscal encontrado ao assumir o governo impediu o cancelamento do índice. “Chegamos na prefeitura e nos deparamos com uma conta de quase R$ 300 milhões de dívidas que não apareciam nos números oficiais com contas em aberto desde 2017 e 2018”.
Segundo ele, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) não autorizaram a renúncia de receita diante da delicada situação financeira do município. “A gente tinha uma conta para pagar e barrar esse aumento significaria abrir mão de receita. Por isso, não foi liberado [pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas]”, afirmou.
Atingidos pelas enchentes
Como forma de compensação imediata, o chefe do Executivo ressaltou que imóveis atingidos pelas enchentes já tiveram reduções significativas no tributo para 2026. Nos bairros Santo Afonso e Canudos, os descontos no IPTU chegam a superar os 30%.