A primeira viagem internacional do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), criou novo episódio de mal-estar na cúpula do governo. Ele foi para a Colômbia na última sexta-feira (29) e não transmitiu o cargo para o vice, o empresário Gerson Haas (PL).

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Embora a participação do prefeito na comitiva da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) tenha sido divulgada na semana passada, Gerson Haas informou neste domingo (31) ao Grupo Sinos que foi surpreendido.
“Não conversou comigo sobre o assunto. A não passagem do cargo representa a falta de consideração e prestígio do prefeito junto ao seu vice. É importante lembrar que fomos eleitos na mesma chapa com mais de 63 mil votos. Mesmo assim, a consideração do prefeito junto ao vice deve ser baixa, pelo nosso ponto de vista”, disse Gerson.
Decisão é legal
Legalmente Finck não é obrigado a transmitir o cargo para o vice, mesmo estando em uma missão internacional. A Lei Orgânica do Município determina que a transmissão do cargo torna-se obrigatória somente a partir do 15º dia de ausência do prefeito. Finck retorna da Colômbia no meio da semana.
Gerson vai assumir cargo
Procurado pelo Grupo Sinos, o prefeito comentou o assunto e frisou que “nunca houve e não há nada contra Gerson”. “Vamos precisar mudar o primeiro escalão na terça (2) e Gerson assumirá um novo compromisso. Já tínhamos organizado a transmissão de cargo, mas uma necessidade de alteração na terça nos fez não transmitir”, detalhou Finck.
O prefeito acrescentou que “se o vice for colocado em outra posição no governo, não poderia estar no cargo provisório de prefeito. Nunca houve e não há nada contra Gerson. O que há são especulações de pessoas que não entendem o processo de uma administração pública”.
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