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VALE DO PARANHANA

Fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro: Ex-prefeito e mais dez são denunciados à Justiça Federal

Caso que estava desde 2017 no Ministério Público Federal passa a tramitar na Justiça Federal de Novo Hamburgo; ex-prefeito diz que desconhece a denúncia

Publicado em: 27/02/2025 às 20h:52 Última atualização: 27/02/2025 às 20h:53
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O ex-prefeito de Taquara, Tito Lívio Jaeger Filho (PL), e mais dez pessoas foram denunciadas à Justiça Federal pelos crimes de fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro, concussão e associação criminosa.

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Hospital Bom Jesus de Taquara | abc+



Hospital Bom Jesus de Taquara

Foto: Arquivo

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) já está com a Justiça Federal de Novo Hamburgo. Agora cabe à JF decidir se aceita o parecer do MPF e torna réus os 11 denunciados.

Titinho foi prefeito de Taquara entre 2013 e 2020. Na eleição do ano passado ele tentou voltar à Prefeitura, mas foi derrotado pela prefeita Sirlei Silveira (Republicanos), reeleita com 69,3% dos votos válidos.

O caso que resultou agora na denúncia do ex-prefeito e mais dez pessoas é de 2017 e envolve o hospital da cidade. No ano anterior, um inquérito policial já investigava supostas irregularidades na gestão do Hospital Bom Jesus, incluindo desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Em 2017, uma ação civil pública do Ministério Público constatou “a dolosa ausência de processo licitatório” para a contratação da filial do Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev) para administrar o hospital.

Segundo o MP na época, o anúncio de que o Isev assumiria a instituição foi feito antes mesmo da assinatura do contrato, sem licitação. Na prática, segundo informou o MP na época, haveria uma quarteirização no hospital. Entidades médicas denunciavam atraso no pagamento e falta de insumos básicos.

Ainda em 2017 o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para analisar com lupa a destinação de recursos do SUS em Taquara. Foi constatado que a contratação do Isev incluía o pagamento de uma taxa de administração que constituía lucro, “violando assim o requisito entidade ou pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos”, apontou o TCU na época.

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Na casa de um dos denunciados na época foi apreendido um livro de movimentação de caixa de uma empresa de consultoria indicando que o Isev seria seu único contratante. O valor envolvido era de “R$ 565 mil a título de assessoria técnica inexistente”, concluiu o TCU.

O outro lado

Procurado pelo Grupo Sinos na noite desta quinta-feira (27), o ex-prefeito Titinho declarou que não tem conhecimento da denúncia do MPF.

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“Com relação a forma de contratação do Isev, a mesma já foi alvo de apreciação com avaliações positivas tanto do TCE, TCU, Câmara de Vereadores que, aliás, aprovaram todos as minhas contas dos oito anos de gestão e também do MPE e MPF”, declarou.

“Vale lembrar que o contrato da Prefeitura de Taquara realizado com o Isev foi exatamente idêntico ao que foi firmado com o Grupo Mãe de Deus e também com o atual gestor, Vila Nova. Portanto nada houve de irregular nessa situação”, acrescentou.

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