Vereador de primeiro mandato em Novo Hamburgo, Eliton Ávila (Podemos) passou por uma tentativa de golpe no início da semana. Conforme o parlamentar, diversas pessoas passaram a fazer contato com o gabinete por meio das redes sociais perguntando sobre vagas de empregos, supostamente ofertadas por sua equipe.
Na mensagem, enviada por um número telefônico desconhecido, os golpistas se apresentam como membros da equipe do vereador. A vaga em questão seria de assistente administrativo, com salário de R$ 3.015,00, mais vale transporte, vale alimentação e convênio médico, com início imediato.

Foto: Reprodução
O problema foi que a vaga nunca existiu. “Infelizmente, se cria uma expectativa falsa em quem está buscando a oportunidade”, avalia o vereador. Ávila explica que uma mulher chegou a ir ao gabinete na segunda-feira (23). “Ela deixou os filhos com a vizinha para conseguir vir para o falso teste. Isso envolve a vida das pessoas, que ficam com esperança de conquistar o emprego.”
- MAIS POLÍTICA: Stédile desiste de disputar eleição suplementar em Cachoeirinha e PSB vai permanecer neutro
Outra mulher também estava saindo de casa, mas resolveu telefonar para a Câmara de Vereadores, sendo comunicada de que tratava-se de um golpe. Apesar dos transtornos, os golpistas não chegaram a pedir dinheiro às vítimas. “Pode ter sido feito para tentar prejudicar o mandato”, afirma o vereador.

Foto: Daniele Souza/CMNH
Boletim de ocorrência
Para tentar evitar que o caso se repita, Ávila registrou um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (1ª DP) de Novo Hamburgo. “Resolvemos fazer a ocorrência para mostrar que nossa equipe não tinha nada a ver com isso. Sempre buscamos fazer as coisas de forma correta.”
O parlamentar também utilizou a tribuna na segunda-feira, visando publicizar a situação. Um vídeo também foi divulgado nas redes sociais para elucidar a situação. “Ao tornar público, evitamos que mais pessoas sejam enganadas.”
Ávila cita que, em 2025, outros vereadores também foram vítimas de golpes, mas no formato do Golpe do Pix. “Estavam se passando por equipes para pedir dinheiro, para falsas campanhas. Pessoas públicas passam por esse risco diariamente”, completa.
LEIA TAMBÉM