Com o samba-enredo “O Mistério do Príncipe do Bará”, a escola de samba Portela, do Rio de Janeiro, decidiu levar à Marquês de Sapucaí uma homenagem à negritude gaúcha no desfile do Carnaval 2026.
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A escolha chegou a ser reverenciada pelo governo do RS no último dia 13, quando o tema foi revelado ao público. “O desfile será uma celebração das raízes africanas presentes no Rio Grande do Sul, mostrando ao Brasil, e ao mundo, a riqueza cultural de um povo que ajudou a moldar a história nacional.”

Foto: Vitor Rosa/P. Piratini
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Contudo, nesta segunda (23), dois dias após o fim de um episódio de chuva volumosa que afetou 125 cidades do RS, causou inundações, elevações de rios e pelo menos quatro mortos confirmados, o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, informou que o Estado não irá contribuir financeiramente com a escola de samba, que contatou o governo estadual pedindo apoio para levar o samba-enredo à Sapucaí. “A decisão foi confirmada para evitar que o assunto continue sendo distorcido e usado por interesses políticos”, pontuou.
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A apresentação da Portela no próximo ano irá decifrar a negritude no RS a partir da figura mística do Príncipe Custódio Joaquim de Almeida, que serviu como inspiração para gerações do movimento negro.
Conforme divulgado pelo governo do Estado, a escolha do tema coincide, curiosamente, com a recente divulgação de dados do Censo 2022. Segundo levantamento publicado em junho de 2025, o Rio Grande do Sul é, atualmente, o Estado com a maior proporção de praticantes de religiões de matriz africana no Brasil.