ATENÇÃO: Conteúdo corrigido às 14h14 de 26/02/25. Até então, informava que o prefeito Gustavo Finck descarta a privatização da Comusa. No entanto, a posição é do governo e foi atribuída equivocadamente a Finck.
“Não há o que se comentar sobre privatização da Comusa neste momento.” A posição é do governo de Novo Hamburgo, informada por meio de nota enviada pela assessoria de comunicação. Leia a íntegra abaixo.

Foto: Divulgação
O futuro da Comusa vem gerando debates na cidade ao longo das últimas semanas, depois que foi confirmada a revisão tarifária de 25,52% aprovada pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan).
Inicialmente a ser aplicada de forma integral, a revisão tarifária será escalonada ao longo do ano. A decisão é do Conselho Deliberativo da Comusa. As contas de água em Novo Hamburgo ficarão 10% mais caras em março, 10% em julho e 5,52% em dezembro.
O tema é polêmico. O ex-vice-prefeito e ex-diretor da Comusa, Márcio Lüders, escreveu artigo nos jornais do Grupo Sinos defendendo que a revisão tarifária de 25,52% é exagerada e desnecessária.
“Aumento tarifário é necessário”, diz diretor
No último dia 12, o diretor da Comusa, Paulo Kopschina, disse na Câmara de Vereadores que a situação financeira da autarquia requer atenção. Segundo ele, por mês a Comusa arrecada cerca de R$ 9 milhões e tem custo fixo de aproximadamente R$ 7,8 milhões, ou seja, resta cerca de R$ 1 milhão por mês para investimentos.
“O aumento tarifário é necessário para garantir a universalização do tratamento de água e esgoto e cobrir investimentos já realizados ou planejados até 2033”, explicou Kopschina aos vereadores.
O diretor também destacou a necessidade de quitar a dívida histórica com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que ultrapassa os R$ 130 milhões e se acumula há mais de 25 anos.
Segundo ele, a equipe da Comusa, à frente da gestão há pouco mais de 50 dias, está revisando contratos antigos e buscando reduzir custos operacionais para minimizar impactos sobre a população.
“Estamos ajustando despesas sempre que possível para diminuir os custos da autarquia e, consequentemente, para os cofres públicos”, afirmou.
Possível transformação em S.A.
Questionado pelos vereadores sobre a possibilidade de privatização da Comusa, Kopschina negou a intenção, mas destacou que a autarquia precisa ser reformulada e que um dos caminhos pode ser transformá-la em uma sociedade anônima, permitindo a captação de recursos por meio da venda de ações.
“Isso não acontecerá de um dia para o outro, há um longo caminho a percorrer”, explicou. Segundo ele, o município precisa de novos investimentos, “mas a venda total da autarquia está descartada”.
“Podemos vender uma parcela de ações para obter capital, mas isso dependerá do mercado. Nenhum investidor compraria ações de uma empresa deficitária, especialmente se houver previsão de prejuízo em 2025”, argumentou.
Kopschina ressaltou que a prioridade é equilibrar financeiramente a Comusa antes de qualquer decisão. “Nosso primeiro compromisso é sanear as finanças da autarquia. Uma vez que a empresa esteja saudável, poderemos avaliar as possibilidades. Talvez nem seja necessário mudar nada e a gestão permaneça como está”, concluiu.
“Neste momento, com as dificuldades que enfrentamos, a privatização não está em discussão. Nosso foco é reestruturar a companhia”, finalizou Kopschina.
Veja a íntegra da nota da Prefeitura sobre o assunto
“O prefeito Gustavo Finck formou o Conselho Deliberativo da Comusa na semana passada e a primeira reunião do colegiado ocorrerá na próxima sexta-feira (21).
O chefe do Executivo hamburguense solicitou ao conselho um estudo aprofundado sobre o atual modelo de gestão da autarquia.
O objetivo central da medida é garantir o equilíbrio financeiro e um serviço de qualidade à população, sem faltas constantes no abastecimento e uma água de qualidade para consumo.
Portanto, não há o que se comentar sobre privatização neste momento.”
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