Uma deputada federal está entre os alvos da Polícia Federal nesta terça-feira (17). Gorete Pereira (MDB-CE) é uma das investigadas pela Operação Indébito, que apura esquema nacional de descontos associativos não autorizados em milhares de aposentadorias e pensões do INSS.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Gorete também teve o uso de tornozeleira eletrônica determinado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
O Estadão pediu manifestação da deputada. O espaço está aberto.
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Quem é Gorete
Gorete tem 73 anos e é natural de Juazeiro do Norte (CE). Ela cursou graduação em Fisioterapia, nos anos 1970, e pós-graduação em Tecnologia Educacional, nos anos 1980. Na Universidade de Fortaleza (Unifor) também lecionou entre 1976 e 2002.
Ela já atuou nas secretarias de Saúde do município de Fortaleza (CE) e do Estado do Ceará.
Antes de chegar à Câmara, Gorete foi vereadora de Fortaleza, entre 1988 e 1994, e deputada estadual pelo Ceará, entre 1994 e 2002.
Ela é suplente em exercício desde 29 de dezembro do ano passado, quando assumiu a vaga do deputado federal Yury do Paredão (MDB-CE). No início deste ano, ela se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Operação
Policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares diversas, no Ceará e no Distrito Federal.
A nova frente da investigação quer esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
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Os mandados judiciais foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator da Sem Desconto na Corte.
CORREÇÃO: A matéria do Estadão publicada às 10h20 informava que o partido da deputada Gorete Pereira era do PL. A informação foi alterada para MDB às 14h10.