A cobrança pelos prazos das obras de reconstrução dos municípios atingidos pela enchente de maio de 2024 foi o ponto mais forte da visita do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao Rio Grande do Sul.
O encontro começou na manhã desta terça-feira (10) com a segunda reunião do Conselho de Monitoramento das Ações e Obras para Reconstrução do Estado, em Porto Alegre.
Na sequência, o ministro se encontrou com os prefeitos Gustavo Finck (PP) e Heliomar Franco (PL), de Novo Hamburgo e São Leopoldo, respectivamente. A agenda ocorreu no limite entre os municípios, nas obras de recuperação do dique da Santo Afonso.

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
Foi quando, ao conversar com a imprensa, Rui Costa cobrou o governo do Estado. “Sem querer criar nenhum ruído, nós pedimos hoje [terça-feira] pela manhã, que os prazos sejam encurtados”, afirmou, se referindo a projetos que precisam ser efetivados.
O ministro explicou que há diferenças entre as obras em andamento na Santo Afonso e outras, que não saíram do papel. “Essa obra aqui [Santo Afonso] é de recuperação do que existia, mas existem outros projetos que são para melhorar e ampliar o sistema.”
E destacou a necessidade de agilizar o processo. “Essas obras precisam de atualização do projeto, estamos em uma fase de contratar as empresas para atualizar projetos. Acho que temos que ter mais celeridade para encurtar os prazos, isso foi pactuado hoje com o governo do Estado.”
Nova visita em 90 dias
Rui Costa também se comprometeu em retornar ao Estado daqui a 90 dias, para nova fiscalização. No entanto, evitou estipular um prazo para que todas as obras sejam concluídas. “A [responsabilidade de] execução é do governo do Estado, os prazos são definidos por eles. Hoje nos apresentaram e o que foi pedido é que os prazos sejam encurtados.
O ministro salientou que acredita na possibilidade de novas soluções em tempo hábil. “Legalmente é possível reduzir os prazos e esperamos que até o final do ano tenhamos a licitação pronta para que a obra possa ser iniciada.”

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial
O titular da Casa Civil reitera que os recursos já foram disponibilizados, depositados em um fundo. “Para executar [as obras] precisam atualizar os projetos. Então é isso que pedimos, para andar um pouquinho mais rápido.”
A cobrança também partiu de prefeitos, como Gustavo Zanatta (Republicanos), mandatário em Montenegro, no Vale do Caí. “O plano prevê que os projetos para reduzir os impactos das cheias estejam concluídos daqui a quatro ou cinco anos. Ministro, esse tempo precisa ser muito menor. Nossa população não pode ficar esse tempo com medo de uma nova enchente.”
“Reunião produtiva”, diz Estado
A reportagem do Grupo Sinos questionou o governo do Estado acerca das cobranças do ministro. O vice-governador Gabriel Souza (MDB), que participou do encontro com o ministro pela manhã, afirmou que a reunião foi produtiva.
“Atualizamos os prazos de contratação e a expectativa é concluir, até junho, a primeira fase do sistema de proteção contra cheias de Eldorado do Sul. Também foram definidos novos prazos para encontros técnicos entre as equipes do Estado, União e municípios”, detalhou.
Souza salienta que a orientação do governador Eduardo Leite (PSD) é a mesma: acelerar as entregas à população. “Garantindo uma reconstrução eficiente, responsável e resiliente.”
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