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REDE DE PROTEÇÃO

Mobilização em Novo Hamburgo cobra reabertura do Centro de Referência da Mulher

Aumento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul voltou a acender o alerta sobre a rede de proteção às mulheres

Publicado em: 11/02/2026 às 16h:58 Última atualização: 11/02/2026 às 16h:58
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O aumento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul voltou a acender o alerta sobre a rede de proteção às mulheres e recolocou em pauta, em Novo Hamburgo, a retomada do Centro de Referência da Mulher (CRM).

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O movimento ganha força com um abaixo-assinado lançado na última semana pelo coletivo Mulheres Quebrando Tabus com apoio da bancada feminina da Câmara de Vereadores, que busca preencher uma lacuna na rede de proteção que, hoje, atua de forma descentralizada na cidade.

Audiência pública debateu, em 2025,  a retomada do Centro de Referência da Mulher  | abc+



Audiência pública debateu, em 2025, a retomada do Centro de Referência da Mulher

Foto: Divulgação/CMNH

Em 2025, foram registrados 80 feminicídios no Estado, segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS). Já o monitoramento independente da Lupa Feminista contabilizou 96 casos no mesmo período — uma discrepância que, de acordo com o relatório, indica subnotificação ou falhas na tipificação dos crimes, comprometendo a formulação de políticas públicas eficazes.

Em 2026, o cenário segue crítico: desde o início do ano, 13 mulheres já foram vítimas de feminicídio no RS.

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Voluntária do coletivo, Laudiceia Abreu explica que a iniciativa surgiu a partir da avaliação das necessidades da comunidade e da experiência política local. Segundo ela, Novo Hamburgo, uma das maiores cidades do Estado, já contou com um serviço semelhante no passado, que acabou descontinuado.

“Acreditamos que a reinstalação do CRM é urgente, não apenas para a cidade, mas também para municípios vizinhos, que poderiam se beneficiar da estrutura”, afirma.

Embora a implementação do CRM esteja prevista apenas para 2027 no Plano Plurianual (PPA 2026-2029) da Prefeitura de Novo Hamburgo, parlamentares e ativistas argumentam que a espera é inviável. Na avaliação do movimento, o Centro permitiria a centralização de atendimentos essenciais, como apoio jurídico, psicológico e social, garantindo um acolhimento qualificado e especializado.

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Mobilização

A discussão sobre a retomada do CRM não é nova. Em 2025, uma audiência pública na Câmara de Vereadores, proposta pela Comissão de Direitos Humanos (Codir) e pela Procuradoria Especial da Mulher, já havia apontado fragilidades na rede de apoio.

Conforme a vereadora Daia Hanich (MDB), que é inspetora da Polícia Civil, parte da demanda vem sendo absorvida de forma emergencial. Atualmente, há atendimentos psicológicos e jurídicos na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) por meio de parceria com a Universidade Feevale. Entretanto, a falta de um espaço físico próprio e de uma equipe técnica dedicada para o CRM seguem como os maiores entraves.

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“Essa pauta é urgente. No início de março, irei a Brasília buscar emendas federais para viabilizar o Centro. A demanda hoje está fragmentada entre CRAS, CREAS, saúde e Defensoria Pública, mas a mulher precisa de um serviço exclusivo e centralizado”, reforça a vereadora.

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