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INVESTIGAÇÃO

"Não há ciência de qualquer medida que impeça a participação de vereador", afirma Câmara de Sapiranga sobre caso de rachadinha

Decisão da Justiça afastou parlamentar por 90 dias após investigação do Ministério Público sobre suposto esquema de rachadinha

Publicado em: 30/09/2025 às 11h:08 Última atualização: 30/09/2025 às 11h:09
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A Câmara de Vereadores de Sapiranga divulgou no final da manhã desta terça-feira (30) uma nota oficial informando que, até o momento, não recebeu nenhuma intimação do Poder Judiciário ou do Ministério Público a respeito do afastamento de um dos parlamentares, alvo de ação de improbidade administrativa.

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Câmara Municipal de Sapiranga | abc+



Câmara Municipal de Sapiranga

Foto: Divulgação

“Destacamos que não há ciência de qualquer medida que impeça a participação de vereador(a) nas sessões ordinárias. Caso haja manifestação oficial, a instituição se pronunciará”, diz o comunicado.

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Decisão de afastamento por 90 dias

A manifestação ocorre após decisão da Justiça, publicada na segunda-feira (29), que determinou o afastamento por 90 dias de um vereador do município. A medida foi tomada a partir de investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que apontou a existência de um esquema de rachadinha no gabinete do parlamentar.

Acusações de repasses e uso de benefícios

Segundo a promotoria, servidores comissionados eram obrigados a repassar parte dos salários e até a ceder cartões de vale-alimentação para permanecerem nos cargos. O promotor de Justiça Laerte Kramer Pacheco afirmou que as apurações revelaram repasses sistemáticos, caracterizando abuso de poder e desvio de recursos públicos.

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Além do afastamento, a Justiça decretou a indisponibilidade de bens do vereador até o limite de R$ 50 mil, com o objetivo de garantir a devolução de valores desviados e proteger o andamento da investigação.

Entre os relatos colhidos, uma das vítimas afirmou que mais de R$ 14 mil foram gastos em seu cartão de alimentação sem que tivesse acesso ao benefício. Para o Judiciário, a gravidade dos indícios justifica a suspensão imediata do mandato.

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