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UM BASTA À VIOLÊNCIA

"Não são números, são vidas": Vereadoras de Novo Hamburgo convocam ato público contra a escalada de feminicídios

Com 11 feminicídios registrados em apenas um mês, bancada feminina da Câmara une diferentes partidos em mobilização inédita para tirar do papel políticas de proteção às mulheres

Publicado em: 03/02/2026 às 16h:56 Última atualização: 03/02/2026 às 16h:58
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Diante do aumento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul, a bancada feminina da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo está mobilizando a comunidade para um ato público em defesa da vida das mulheres. A iniciativa ocorre após o registro de 11 assassinatos apenas no mês de janeiro no estado — número superior ao do mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria Estadual da Mulher.

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Unindo forças da esquerda à direita,  Deza Guerreiro (PP), Daia Hanich (MDB)  e Professora Luciana Martins (PT) articulam rede de apoio e chamam a população para ato na Praça do Imigrante neste sábado (7) | abc+



Unindo forças da esquerda à direita, Deza Guerreiro (PP), Daia Hanich (MDB) e Professora Luciana Martins (PT) articulam rede de apoio e chamam a população para ato na Praça do Imigrante neste sábado (7)

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Entre as vítimas está uma moradora de Novo Hamburgo, residente no bairro Santo Afonso. O fato reforça, segundo as parlamentares, a urgência de ações locais. “Não são números. São vidas interrompidas. Lamentar não basta. É preciso questionar quais políticas públicas estão sendo priorizadas para salvar vidas”, afirmou a vereadora Professora Luciana Martins (PT).

A mobilização reúne também as vereadoras Daia Hanich (MDB) e Deza Guerreiro (PP), que convocam a população para um ato coletivo no próximo sábado (7), às 9h30, na Praça do Imigrante. Antes disso, será realizada uma reunião preparatória virtual nesta terça-feira (3), às 19h, com coletivos e interessados.

Foco no Centro de Referência

O objetivo central da pauta local é a implementação de um Centro de Referência da Mulher (CRM). “O CRM é para agora. Não é possível esperar até 2027 enquanto mulheres seguem sendo assassinadas”, reforça Luciana Martins.

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Inspetora da Polícia Civil, a vereadora Daia Hanich (MDB) ressaltou a fragilidade da rede de apoio atual. “A violência doméstica não tem lado direito ou esquerdo; ela tem um alvo, que é a mulher. Muitas vezes, sem o Centro de Referência, não temos para onde encaminhar essas vítimas. Precisamos unir forças”.

O alerta nos maus-tratos a animais

A mobilização também traz à tona a “Teoria do Elo”, que conecta a crueldade contra animais ao ciclo de violência doméstica. Segundo Deza Guerreiro (PP), 71% das mulheres agredidas afirmam que os agressores já haviam maltratado animais domésticos. “Quem é cruel com o animal é cruel com a gente. A violência muitas vezes começa ali, no cachorro ou no filho, antes de chegar à mulher”, pontuou.

Vereadoras de Novo Hamburgo convocam ato público contra a escalada de feminicídios
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