Na véspera do Natal, a Prefeitura de Novo Hamburgo oficializou mais uma reorganização em sua estrutura interna, a quinta alteração administrativa enviada pelo prefeito Gustavo Finck (PP) em seu primeiro ano de gestão.
Publicada no Diário Oficial do Município (DOM), a lei 3.677 promoveu ajustes em seis secretarias, na Procuradoria-Geral e no Gabinete do Prefeito.
De acordo com Finck, as mudanças buscam “agilizar os fluxos sem criar novos cargos ou aumentar os gastos públicos”.

Foto: Ramon Belmonte/PMNH
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Na justificativa do projeto enviado à Câmara de Vereadores no final de 2025, Finck defendeu que a dinâmica contemporânea da gestão pública exige estruturas mais integradas.
“A revisão visa ajustar a estrutura organizacional à atual dinâmica da gestão, tornando-a mais compatível com os objetivos estratégicos. É necessário assegurar maior racionalidade administrativa e eficiência na execução das políticas públicas”, destacou o prefeito.
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Fôlego conjunto
A mudança de maior impacto visual para a população é a fusão de áreas afins: a Diretoria de Turismo deixa a pasta do Desenvolvimento Econômico e passa a integrar a agora chamada Secretaria de Cultura e Turismo (Secult).
O objetivo, segundo o Executivo, é “consolidar políticas de valorização cultural ligadas ao potencial turístico da cidade”.
Com essa saída, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI) passa a focar exclusivamente em estratégias de crescimento e empreendedorismo, ganhando o reforço da Diretoria-Geral de Transformação Digital, que agora compõe sua estrutura.
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Dança das cadeiras
Outras alterações atingem áreas estratégicas da administração. O Gabinete do Prefeito passa a abrigar as diretorias de Captação de Recursos e a Diretoria-Geral de Comunicação (antes na Secretaria de Gestão).
A Procuradoria-Geral (PGM) recebe o Controle Interno, que antes ficava no Gabinete, visando maior segurança jurídica e conformidade.
E a Secretaria da Fazenda absorve a gerência de Cadastro Digital, integrando o setor aos processos fiscais e tributários.
Um dos pontos centrais reforçados pelo Executivo durante a votação na Câmara foi a ausência de impacto financeiro.
De acordo com a Prefeitura, as alterações limitam-se a remanejamentos e ajustes de nomenclatura, sem a criação de novos cargos ou ampliação do quadro de servidores, mantendo o compromisso com a responsabilidade fiscal.