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RESTRIÇÕES URBANAS

Obras no Aeroporto de Novo Hamburgo podem impactar construções em Campo Bom: "Não podemos desvalorizar nossa terra", diz Feltes

Prefeitura e Câmara pedem revisão das restrições aéreas para evitar prejuízos ao crescimento do município

Obras no Aeroporto de Novo Hamburgo podem impactar construções em Campo Bom: "Não podemos desvalorizar nossa terra", diz Feltes
Publicado em: 27/05/2026 às 19h:54 Última atualização: 27/05/2026 às 20h:14
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Prefeitura e Câmara de Vereadores de Campo Bom se mobilizam para garantir que o município não seja prejudicado pela ampliação da pista do Aeroporto Regional Pedro Adams Neto, em Novo Hamburgo.

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Aeroporto de Novo Hamburgo | abc+



Aeroporto de Novo Hamburgo

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

Conhecido como Aeroclube, o espaço fica localizado no limite entre as cidades e deve receber melhorias a partir de setembro. Conforme o presidente Alceu Mário Feijó Filho, a data exata ainda não foi definida, entretanto, os recursos necessários foram conquistados por meio de emendas parlamentares.

“Não vai ser ampliado o aeroporto. Unicamente nós vamos mudar o piso, que de saibro vai passar a ser de asfalto.”

Ainda assim, o prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB), afirma que as obras podem prejudicar o município devido ao “cone de aproximação”, que prevê restrições de altura para construções em parte do território, alcançando bairros como Imigrante, Dona Augusta, Celeste, Ipiranga e Aurora.

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“Em função disso, produz limitações do ponto de vista da ocupação do solo na área deste cone, que dá segurança à aviação”, explica.

Feltes salienta que o território da cidade é pequeno e a limitação de áreas prejudica o desenvolvimento do município. “Temos 60,56 km², destes, cerca de 25 km² apenas são de área urbana, habitável. Não podemos limitar o tamanho das construções e a forma de ocupação do solo, restringindo o crescimento da cidade.”

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O prefeito afirma que informações de que as limitações não seriam ampliadas acabaram não se confirmando durante uma consulta aos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), sediado em Curitiba-PR. “Eles nos asseguraram que o cone se altera, nos trazendo um volume ainda maior de restrições.”

Ofício

Visando alterar a situação, a prefeitura encaminhou um ofício ao Comando da Aeronáutica (Comaer). “Esperamos que se tenha consciência e alteração. Se entendermos que será necessário judicializar, faremos a favor de Campo Bom. Reitero, não tenho nada contra o aeroclube ou sua direção, mas sou favorável à nossa população”, reforça Feltes.

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Na segunda-feira (25), parlamentares de Campo Bom abordaram o assunto durante a Sessão Ordinária na Câmara de Vereadores. Uma moção de apoio ao ofício encaminhado pelo prefeito foi apresentada pelos vereadores da base governista.

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“Não poderemos erguer prédios nesse cone, o que faz uma cidade como Campo Bom, que não é grande territorialmente, perder muito de sua capacidade de construção, gerando inclusive perda de arrecadação no futuro com a ausência dessas construções”, salienta o presidente do Legislativo, João Paulo Berkembrock.

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Feltes também comparou a área próxima ao Aeroporto Regional à Avenida Maurício Cardoso, em Novo Hamburgo. “É uma área valorizada, assim como a Maurício Cardoso. Ali poderia ser uma região de desenvolvimento, parecido com o que aconteceu em Novo Hamburgo. Não podemos desvalorizar nossa terra”, completa.

Outra questão abordada por Giovani Feltes está relacionada ao registro da pista. O prefeito relata que a área ocupada atualmente é maior do que a registrada no Cindacta II. “Isso é uma questão burocrática que está sendo resolvida”, esclarece Feijó, presidente do Aeroporto.

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