Para se reaproximar do Centrão, já de olho na eleição de 2026, e evitar nova instabilidade com o Congresso Nacional nesta virada de ano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) montou uma força-tarefa para acelerar o empenho e liberação de emendas parlamentares até 31 de dezembro.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Segundo levantamento do jornal O Globo, faltando uma semana para o fim do ano, pouco mais da metade (56%) dos recursos destinados a emendas foram efetivamente pagos. Parte do ritmo lento é explicada pelo atraso na aprovação do orçamento de 2025, que foi sancionado somente em abril.
Independente disso, o desempenho é considerado ruim pelos congressistas, sempre ávidos por recursos para suas bases eleitorais. A cobrança sobre o governo cresceu nas últimas semanas e a área de relações institucionais do Palácio do Planalto decidiu agilizar o assunto.
Maior bancada da Câmara, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro concentra cerca de R$ 3,3 bilhões pagos até o momento. É o líder do ranking. Após aparecem PSD, União Brasil e PT, com pouco mais de R$ 2,2 bilhões cada.
Siglas tradicionalmente fortes no Congresso, como MDB, PP e Republicanos, figuram entre as maiores beneficiadas, todas com valores acima de R$ 1 bilhão cada. Já partidos de menor representação, como PSOL, Rede e PCdoB, aparecem com valores significativamente inferiores.
Outro movimento importante do governo para se reaproximar do Centrão foi a nomeação de Gustavo Feliciano para o Ministério do Turismo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu aval e participou da posse de Feliciano. Ele é filho do deputado Damião Feliciano (União-PB) e substitui Celso Sabino.
Veja ranking do pagamento de emendas em 2025
- R$ 3,30 bilhões – PL
- R$ 2,23 bilhões – PSD
- R$ 2,22 bilhões – União Brasil
- R$ 2,22 bilhões – PT
- R$ 2,09 bilhões – MDB
- R$ 1,81 bilhões – Progressistas
- R$ 1,49 bilhões – Republicanos
- R$ 834 milhões – Podemos
- R$ 675 milhões – PDT
- R$ 674 milhões – PSB
- R$ 394 milhões – PSDB
- R$ 274 milhões – Avante
- R$ 182 milhões – PCdoB
- R$ 172 milhões – Solidariedade
- R$ 171 milhões – PRD
- R$ 157 milhões – Psol
- R$ 143 milhões – Novo
- R$ 132 milhões – Cidadania
- R$ 101 milhões – PV
- R$ 66 milhões – PRB
- R$ 26 milhões – Rede
LEIA TAMBÉM