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GUILHERME SCHMIDT

OPINIÃO: Pátria amada Brasil

Está na hora do Brasil ser menos "acima de tudo " e "soberano" para ser um País de todos

Guilherme Schmidt
Publicado em: 04/09/2025 às 22h:16 Última atualização: 05/09/2025 às 16h:13
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A estigmatização da palavra Pátria a partir de questões e usos políticos e partidários, algo piorado pela polarização, precisa ser repensada, sem dúvida. E o 7 de Setembro – apesar de polêmicas sobre a sua real validação para a real independência do Brasil – pode ser, quem sabe, um ponto de partida para esta reflexão.

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Enquanto que os direitistas bradam “Brasil acima de tudo” e os esquerdistas respondem com o “Brasil soberano”, a verdade é que o nosso País nunca esteve tão dividido pelas mazelas ideológicas.

O Brasil precisa de um pouco mais de amor e menos ódio nas suas relações | abc+



O Brasil precisa de um pouco mais de amor e menos ódio nas suas relações

Foto: Freepik

Você defender “Brasil acima de tudo” e concordar com a interferência de um outro país em nossa justiça, política e economia – diretamente falando, os Estados Unidos deturpado de Donald Trump – é algo totalmente descabido.

Vale o mesmo para o “Brasil Soberano” que fecha os olhos quanto a questões ligadas a “companheiros” ideológicos que governam com autoritarismo e cerceamento à liberdade, caso de China e Rússia.

Não que o desfile da Pátria tenha que ser obrigatório. A obrigatoriedade é um cerceamento à liberdade que tanto é defendida pela direita quanto pela esquerda.

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Ou liberdade é só válida quando alguém pensa igual a você?

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A nossa bandeira, as cores e outros símbolos nacionais do Brasil não são propriedade deste ou daquele grupo.

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O nacionalismo não pode ser visto como algo ruim quando busca valorizar nossas origens, cultura, tradições, desde que não seja acompanhado de xenofobia, é claro.

Infelizmente, a polarização ideológica no Brasil acabou transformando o patriotismo em uma bandeira política.

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A reflexão deste 7 de setembro, talvez, seja um bom ponto de partida para resgatar o amor ao Brasil, seja ele governado (democraticamente) por quem for.

Ame-o ou deixe-o não tem nada a ver com patriotismo. Tem a ver com a idiotice de quem não é capaz de viver com as diferenças de opinião, algo que a polarização amplificou nos últimos anos.

Vamos exaltar a nossa Pátria, sem perder o senso crítico e moral, é claro.

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Mas, principalmente, sem usar esse amor ao Brasil como uma arma contra o inimigo.

Paz é o primeiro passo para um mundo melhor e mais justo.

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