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APÓS MANDADO DE MORAES

PF apreende última arma vinculada a Bolsonaro em Cachoeirinha

Espingarda foi localizada na casa de um morador de Cachoeirinha, que avisou a corporação e entregou o armamento voluntariamente

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Publicado em: 09/07/2026 às 07h:24 Última atualização: 09/07/2026 às 07h:24
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A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi encontrado na casa de um morador de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, que procurou voluntariamente a corporação para informar que estava com a arma e manifestar interesse em entregá-la.

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Jair Bolsonaro | abc+



Jair Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Conforme apurado pelo g1, a espingarda era a última da relação de armamentos vinculados ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhida em cumprimento à determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Como não havia como regularizar o transporte do armamento, agentes da PF se deslocaram até o endereço para recolhê-lo.

Também nesta quarta-feira (8), a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro. A ordem previa a localização de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro. Nada foi encontrado.

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Divergências que motivaram as buscas

A ação foi autorizada por Moraes após o surgimento de informações sobre discrepâncias entre o número de armas registradas em nome do ex-presidente e as efetivamente entregues às autoridades. O ministro afirmou que a situação indicava, em tese, o descumprimento de determinação judicial.

“Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado”, afirmou Moraes.

O ministro destacou ainda que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é incompatível com a medida de prisão domiciliar. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março de 2026, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias e posteriormente prorrogada.

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Histórico de entregas e divergências

Na sexta-feira (3), Moraes havia decidido manter Bolsonaro em prisão domiciliar ao fim do prazo inicial de 90 dias. Na mesma decisão, o ministro revogou o Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente e determinou “a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas”. A medida foi tomada após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ter sido apreendida em uma blitz no Distrito Federal.

Em resposta, a defesa do ex-presidente informou que, das 10 armas mencionadas na decisão, duas já haviam sido entregues à PF em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. Diante disso, Moraes determinou que o próprio Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal no prazo de 48 horas.

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No domingo (5), contudo, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército comunicou ao STF que não estava com duas das oito armas indicadas pela defesa. Segundo os militares, apenas seis armas foram efetivamente entregues à PF. Após a divulgação da nota, a defesa de Bolsonaro realizou nova verificação e afirmou que a arma faltante, uma espingarda, estava em uma importadora no Rio Grande do Sul, o que levou à apreensão nesta quarta-feira (8).

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