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DENÚNCIA

Pimenta acusa Leite de autopromoção com verba da reconstrução e aciona MPF

Deputado federal Paulo Pimenta (PT) questiona legalidade de filme; governo defende caráter informativo e histórico da produção

Publicado em: 15/05/2025 às 18h:10 Última atualização: 16/05/2025 às 10h:11
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O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o governo do Rio Grande do Sul, alegando uso indevido de recursos públicos na produção e divulgação do documentário “Todos Nós por Todos Nós”, lançado no fim de abril. A obra retrata a resposta do governo estadual à tragédia provocada pelas enchentes que atingiram o estado em 2024.

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Paulo Pimenta | abc+



Paulo Pimenta

Foto: Divulgação

Segundo o parlamentar, a produção do filme configura uso político da tragédia e representa um desvio de finalidade no uso de verbas destinadas à reconstrução. “É inaceitável que recursos destinados à reconstrução do estado estejam sendo utilizados para fins de autopromoção do governo estadual”, afirmou Pimenta.

O deputado criticou especialmente a produção de um trailer promocional de dois minutos, veiculado em salas de cinema, e classificou a ação como uma tentativa de capitalização política “em meio à dor e ao sofrimento da população”. Ele também chamou o governador Eduardo Leite (PSDB) de vaidoso e afirmou que o documentário “retrata Leite como herói da reconstrução”, ferindo princípios constitucionais como o da impessoalidade. “Estamos tomando todas as medidas cabíveis para que ele seja responsabilizado”, declarou.

Resposta do governo gaúcho

Em resposta, a Secretaria Estadual da Comunicação (Secom) divulgou nota rebatendo as acusações. Segundo o governo, “trata-se de uma obra com valor histórico produzida por sua própria equipe, com imagens do Departamento de Jornalismo, que retrata, de forma objetiva, o impacto e os reflexos das enchentes de 2024”. A Secom nega o uso de recursos da reconstrução na produção: “O uso de recursos destinados à reconstrução é mentiroso”, afirma o texto.

A nota também defende o caráter informativo do material, dizendo que o documentário atua como prestação de contas e instrumento de transparência.

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“Reúne depoimentos de pessoas da comunidade que viveram a tragédia, além de falas do governador, do vice e de outros integrantes do governo que atuaram diretamente nas ações de enfrentamento e reconstrução do Rio Grande do Sul.” Ainda segundo o governo, a obra de 45 minutos também mostra a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras autoridades federais e estaduais durante o período da catástrofe.

 

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