As polêmicas vistorias nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Centro e Canudos, em Novo Hamburgo, realizadas pelo vereador Joelson Araújo (Republicanos) em janeiro, movimentaram a sessão da Câmara de Vereadores na noite de segunda-feira (10) e podem resultar na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
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Foto: Reprodução
Araújo, que é presidente da Comissão de Saúde da Câmara, afirmou que está elaborando um relatório sobre as visitas realizadas e pretende apresentá-lo à comissão. Ele indicou ainda a possibilidade da instalação de uma CPI para avaliar o tema.
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“Há a possibilidade de sair uma CPI para fazermos o que tem que ser feito, aprofundar uma investigação, ver o que tem de errado e tentar sanar os problemas”, adiantou. Conforme o parlamentar, após a divulgação dos vídeos, em 21 de janeiro, esteve mais cinco vezes nas unidades de saúde. “Vamos porque recebemos denúncias da população e estamos aqui para averiguar os fatos.”

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Como foi a sessão
O público lotou o plenário com cartazes com frases como: “Dormir no plantão é desrespeito com quem mais precisa” e “A saúde não pode esperar”. A sessão precisou ser suspensa três vezes. A convite do presidente da Câmara, Cristiano Coller, o presidente do Sindicato dos Médicos, Kleber Fisch, utilizou a tribuna para responder perguntas dos parlamentares e criticar a postura de Araújo.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Fisch, que é cirurgião plástico, classificou a abordagem do parlamentar como “midiática” e demonstra “total desconhecimento” sobre os protocolos da saúde. Disse ainda que o acesso às áreas de atendimento e repouso dos profissionais é restrito por lei, exigindo agendamento prévio com a Secretaria de Saúde e a chefia das UPAs. Em resposta, Joelson Araújo negou ter invadido espaços privativos e defendeu seu papel fiscalizador. “Andei apenas pelo corredor e bati à porta com educação”, argumentou.
O presidente do sindicato também anunciou o protocolo de uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra Araújo, além da adoção de medidas judiciais. “Esse tipo de exposição não contribui para melhorias na saúde pública”, acrescentou.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial