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POLÍTICA

Presidente do partido de Eduardo Leite diz que "há cuidado para definir" melhor candidato ao Planalto em 2026

Partido deve aguardar decisão definitiva do governador de SP, Tarcísio de Freitas

Publicado em: 26/09/2025 às 12h:22 Última atualização: 26/09/2025 às 12h:22
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O presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta sexta-feira (26), que o candidato da centro-direita e da direita à Presidência da República será definido “no momento certo”.

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Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve endossar algum nome em momento oportuno.

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Kassab e Leite em Porto Alegre durante ato de filiação ao PSD | abc+



Kassab e Leite em Porto Alegre durante ato de filiação ao PSD

Foto: Divulgação/Maurício Tonetto

A declaração foi feita em conversa com jornalistas durante evento da organização Comunitas, na capital paulista. Kassab ressaltou que será preciso aguardar a decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) – se concorrerá à Presidência ou à reeleição em São Paulo – até abril do ano que vem, prazo limite para a desincompatibilização.

“No campo da centro-direita, que está sendo construído no Brasil, há um cuidado para definir, no momento certo, o melhor candidato possível”, disse o secretário. “Bolsonaro é, indiscutivelmente, um dos grandes líderes políticos (…) Então, no momento oportuno, sua manifestação será muito importante para a decisão final sobre os partidos caminharem juntos no primeiro ou, eventualmente, no segundo turno.”

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Segundo Kassab, o campo da centro-direita pode estar unido tanto no primeiro quanto no segundo turno. Ele avaliou que Tarcísio tem grandes chances de unificar as forças já na largada da disputa. Caso o governador decida não concorrer, acrescentou, a convergência pode ocorrer em outro momento da eleição.

Questionado se o governador estaria mais inclinado a não disputar a Presidência, Kassab respondeu que Tarcísio tem afirmado isso reiteradamente e destacou que, da parte do PSD, qualquer decisão será respeitada, seja pela reeleição em São Paulo ou por uma eventual candidatura nacional.

O secretário afirmou ainda que o jantar oferecido na última segunda-feira (22) ao governador Ratinho Junior (PSD-PR) não teve conotação eleitoral, já que o encontros teria sido suprapartidário e reuniu lideranças de diferentes legendas. Nos bastidores, há a avaliação de que Kassab estaria trabalhando para impulsionar Ratinho diante dos recuos de Tarcísio.

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Kassab também citou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. “O PSD tem o seu rumo. Ou é com o governador Tarcísio, o governador Ratinho Júnior ou o Eduardo Leite. Isso é algo que está pacificado dentro do partido e, portanto, vamos aguardar [a decisão do Tarcísio].”

Leite anunciou pré-candidatura ao Palácio do Planalto no começo de maio deste ano, quando se filiou ao PSD e assumiu a liderança do partido no Estado.

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Sobre a eleição presidencial em 2026, Kassab disse considerar prematuro qualquer prognóstico, mas destacou que confia no futuro da política brasileira, citando uma nova geração de governadores e lideranças “muito bem preparadas” para comandar o País.

Reforçou que Tarcísio tem feito “excelente gestão” em São Paulo e reúne todas as condições para ser um bom candidato à Presidência. Ainda assim, ponderou que o governador tem circunstâncias e compromissos com o Estado e precisa avaliar o cronograma de sua carreira em conjunto com o plano de governo paulista.

Ele não comentou sobre a possibilidade de ser candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio no ano que vem. O entorno do chefe do Executivo paulista afirma que Kassab não deve ser o escolhido para o posto, apesar de sua clara intenção para tal.

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Anistia

Em relação à anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Kassab afirmou que qualquer projeto nesse sentido pode representar um avanço. Ele disse ser a favor de que o tema seja discutido para corrigir excessos que, em sua avaliação, foram cometidos.

Ele declarou apoiar a abertura do debate e associou sua posição à manifestação recente do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, que reconheceu caber ao Legislativo a análise de eventual projeto após a conclusão do julgamento no Supremo.

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