Cerca de 60% da cidade de Canoas foi atingida pela enchente que assolou o Rio Grande do Sul em 2024, deixando um rastro de destruição e desabrigados. Onze bairros precisaram ser evacuados por determinação da Defesa Civil, e mais de 50 mil pessoas viviam em áreas de risco no município.
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Ao todo, 15 mil moradores foram acolhidos em 55 abrigos temporários durante o desastre.

Foto: Paulo Pires/GES
Em resposta à tragédia, os vereadores de Canoas aprovaram por unanimidade, na sessão ordinária de terça-feira (23), o projeto de lei que institui um sistema de monitoramento informatizado em tempo real em áreas de risco de enchentes.
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O projeto segue agora para sanção ou veto do prefeito Airton Souza (PL).
Sistema de monitoramento
O projeto determina a instalação de câmeras em casas de bombas, beiradas de rios e arroios, além da realização de inspeções técnicas bimestrais nesses locais. Segundo Douglas, a proposta nasceu da escuta da comunidade: “Quem viveu, sabe o que aconteceu. Os próprios moradores instalaram uma câmera com recursos próprios, e funcionou. A partir disso, conversamos com o Executivo e agora ela se concretiza com este projeto que é do povo, não meu”, afirmou o autor da proposta, vereador Eric Douglas (União Brasil).
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Conforme o texto, o sistema contará com sensores, equipamentos de coleta e transmissão de dados, com informações publicadas no site da Prefeitura, garantindo acesso em tempo real à situação dos pontos monitorados.
As inspeções técnicas avaliarão assoreamento, poluição e erosão, identificando pontos críticos e recomendando ações corretivas ou preventivas, cujos relatórios também serão divulgados.