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Tarcísio Zimmermann confirma desfiliação do PDT e afastamento da política: "Entendo que não é mais meu tempo"

Em carta ao presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, e à direção do partido, o ex-prefeito explica os motivos de sua decisão

Publicado em: 05/06/2025 às 21h:27 Última atualização: 06/06/2025 às 10h:43
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O ex-prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann, que na última eleição municipal concorreu novamente ao cargo e recebeu 19,01% dos votos, ficando em segundo lugar, comunicou, em carta direcionada ao presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Romildo Bolzan Júnior, e à direção do partido, sua desfiliação. O documento também confirma seu afastamento político-partidário e a renúncia à presidência da Comissão Provisória na cidade hamburguense.

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Tarcísio Zimmermann, foi candidato à Prefeitura de Novo Hamburgo pelo PDT em 2024 | abc+



Tarcísio Zimmermann, foi candidato à Prefeitura de Novo Hamburgo pelo PDT em 2024

Foto: Igor Müller/GES-Especial

Zimmermann tem uma longa carreira política. Além de prefeito de Novo Hamburgo, entre 2009 e 2012, também foi deputado federal por três mandatos consecutivos: 1998, 2002 e 2006. Nas eleições de 2014, conquistou uma vaga como deputado estadual. Todos esses cargos políticos foram alcançados enquanto filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), cuja desfiliação ocorreu em 2023.

Agora, com mais uma desfiliação na conta, Zimmermann afirma que retoma o caminho iniciado há três anos, quando desistiu de candidatura à Câmara dos Deputados. “Aceitei aquela missão [em 2024] por me julgar em condições de oferecer ao povo da minha cidade, que me honrou com muito apoio ao longo da minha vida pública, uma proposta de governo fundada no diálogo, honradez, ética, experiência, qualidade da gestão tudo voltado para a superação dos graves problemas da cidade”, destaca na carta.

O principal motivo elencado pelo político foi sintetizado em duas questões: “Uma que diz respeito à realidade do quadro partidário do país; e outra, sobre a minha capacidade de dialogar com o povo e representar seus anseios”, informa Zimmermann.

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Em seu comunicado de desfiliação, Zimmermann desabafa sobre o cenário político atual, que considera uma situação de degeneração profunda e irremediável, com consequências severas para partidos que almejam uma verdadeira mudança. A principal causa, segundo ele, são as emendas parlamentares.

“As malfadadas emendas parlamentares, que alçaram os detentores de mandatos federais à condição de verdadeiros ‘vice-reis’, cuja nova obsessão parece ser a de ‘fidelizar’ politicamente qualquer liderança a partir dos R$ 50 milhões em emendas impositivas que podem distribuir a seu bel prazer a cada ano”, disse.

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Com isso, Zimmermann reforça sua crítica ao sistema atual, que, na sua opinião, prejudica a atuação dedicada, generosa e coerente com princípios e programa partidário. “Não há estrutura partidária, não há princípio, não há programa, não há renovação, não há coerência, não há projeto, que resista a tantos milhões operados sem qualquer controle social efetivo. E, aí, todas as estratégias partidárias se resumem a ampliar mandatos e fazer alianças que ampliem cargos e possibilidades eleitorais”, enfatiza.

Crítica ao Finck

Num segundo momento, Zimmermann direciona seu desabafo à eleição do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), eleito em 2024 com 53,32% dos votos. “De alguma forma, a partir do resultado das eleições de 2024, em que mais de 50% da população de Novo Hamburgo optou pelo candidato mais despreparado, mais oportunista, das promessas mais estapafúrdias, de menor estatura ética e moral, é necessário concluir que: ‘ou o povo não mais nos entende; ou nós não mais entendemos o povo’.”

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“Sigo socialista”

Por fim, o político agradece ao povo hamburguense, à direção e militância do PDT. “Entendo que também não é mais meu tempo e me afasto da vida partidária sempre na esperança de que a luta do povo e o desejo de uma humanidade melhor iluminem novamente a caminhada dos humanos”, pondera Zimmermann.

No entanto, Zimmermann enfatiza que isso não significa uma renúncia de valores. “Sigo socialista! Acredito na solidariedade, no companheirismo, no apoio a quem precisa, na vida simples. Sigo socialista! Acredito que todas e todos nós nascemos para brilhar, para sermos plenos, para sermos felizes e livres”, frisa.

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