A sessão da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, realizada nesta quarta-feira (12), foi marcada por tensão e discussões acaloradas entre os parlamentares. O principal ponto de debate foi o reajuste de 25,52% na tarifa da Comusa – Serviços de Água e Esgoto, tema que motivou a convocação do diretor-geral da autarquia, Paulo Kopschina, a pedido da vereadora Professora Luciana Martins (PT).

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O aumento, que começa a ser implementado neste mês, é resultado de uma decisão da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Agesan-RS), formalizada em resolução publicada no final de dezembro. Segundo a Comusa, o novo cálculo tarifário considera os investimentos necessários para a universalização do tratamento de água e esgoto na cidade, além da dívida da autarquia municipal com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), estimada em mais de R$ 130 milhões.
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Durante a segunda rodada de questionamentos ao diretor-geral da Comusa, a vereadora Professora Luciana Martins (PT) questionou se teria cinco minutos de fala. No entanto, o presidente da Casa, Cristiano Coller (PP), negou o pedido, argumentando que o tempo regimental já havia sido utilizado. Conforme o regimento interno, o autor do requerimento tem direito a cinco minutos para interpelar o convidado e fazer duas perguntas, enquanto os demais vereadores inscritos dispõem de dois minutos e também podem formular duas perguntas. “Não, não tem cinco minutos, só os questionamentos, por uma questão de ordem”, orientou Coller.
O vereador Juliano Souto (PL) já havia solicitado a necessidade de seguir o regimento e reclamou da duração do pronunciamento da vereadora. “Suplico a vossa excelência para que nós nos atenhamos ao Regimento Interno desta Casa, porque está extrapolando o ‘negócio’ aqui presidente. Ninguém aguenta mais”, disse.
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A situação se acirrou quando a vereadora, ao iniciar sua fala, sorriu, o que gerou uma reação imediata do presidente. “Não sei qual é a graça, não estou achando graça, a sua assessoria rindo lá atrás”, declarou Coller. Ele ainda afirmou que se sentia desrespeitado e destacou a necessidade de respeito mútuo. “A gente cansa, sempre com um deboche”, completou o progressista. A vereadora negou que estivesse debochando do presidente e pediu desculpas antes de prosseguir com suas perguntas a Kopschina.
Com a conclusão da participação do diretor-geral da Comusa, a sessão foi suspensa por cinco minutos. Ao deixar o plenário, Coller se dirigiu à assessoria da parlamentar, e um grupo de pessoas que acompanhava a sessão no plenário manifestou apoio à vereadora: “Acabou, acabou, eu respeito vocês. Não venham dizer que é questão de machismo, de direita ou de esquerda. É respeito. Vocês querem respeito, eu também quero. Acabou minha paciência.”
Na retomada da sessão, a vereadora procurou o presidente da Casa para esclarecer que sua risada havia sido provocada por um gesto feito por Kopschina da tribuna.