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PROTEÇÃO

Vereadora propõe programa de aluguel social para mulheres vítimas de violência em Novo Hamburgo

Indicação da vereadora Daia Hanich (MDB) sugere benefício por 12 meses para mulheres sob medidas protetivas

Publicado em: 25/07/2025 às 19h:20 Última atualização: 25/07/2025 às 19h:20
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Na última semana, a Câmara Municipal de Novo Hamburgo aprovou uma indicação da vereadora Daia Hanich (MDB) que propõe a criação de um programa de aluguel social destinado a mulheres vítimas de violência doméstica. Atualmente, o benefício é concedido apenas a famílias desabrigadas ou em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de auxiliar no pagamento do aluguel de moradia.

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Parlamentar propôs ampliar benefício a mulheres que precisam se afastar do agressor.  | abc+



Parlamentar propôs ampliar benefício a mulheres que precisam se afastar do agressor.

Foto: Divulgação: Pyetra Guimel/CMNH

Como o Legislativo não tem competência para propor projetos que gerem despesas ao Executivo, a parlamentar solicitou que a Prefeitura realize um estudo de viabilidade para implementar o programa. A sugestão prevê a concessão do benefício por 12 meses, especificamente para mulheres que estejam sob medidas protetivas.

Inspiração veio de atendimento a vítima

Segundo Daia, que também atua como inspetora da Polícia Civil em São Leopoldo, a ideia surgiu durante o atendimento a uma mulher vítima de violência doméstica que perguntou se havia esse tipo de apoio na cidade. “Ela me questionou porque em Porto Alegre já existe o programa. A partir daí, percebi a importância de propormos algo semelhante em Novo Hamburgo”, relatou.

A vereadora destacou a proposta como um importante instrumento de apoio às vítimas, oferecendo condições para a conquista da independência pessoal e financeira, além de contribuir para a quebra do ciclo de violência. “O ciclo de violência muitas vezes não se rompe porque a vítima depende financeiramente do agressor”, pontuou.

Romper ciclo da violência

Durante a sessão, a vereadora Deza Guerreiro (PP) ressaltou a importância do acolhimento: “Nenhum recomeço é fácil, ainda mais quando tu te sentes vulnerável, sozinha.” Já a Professora Luciana Martins (PT) chamou atenção para a ausência de mecanismos legais no município: “A Lei Maria da Penha já prevê esse tipo de apoio, e aqui em Novo Hamburgo, infelizmente, ainda não há previsão legal. Sua indicação é muito importante para que mulheres possam sair do ciclo de violência.”

A indicação segue agora para análise de viabilidade por parte do prefeito Gustavo Finck (PP).

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