Um videocast com entrevistas dos quatro pré-candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais é o primeiro produto da Central Grupo Sinos de Eleições para 2026. O conteúdo é disponibilizado no YouTube, Rádio ABC, ABCmais e plataformas digitais.
A distribuição ocorre conforme a ordem das entrevistas, que aconteceram de acordo com a agenda de cada pré-candidato: Marcelo Maranata (PSDB), Juliana Brizola (PDT), Gabriel Souza (MDB) e Luciano Zucco (PL).
Luciano Zucco
“Eu não sou produto da política”, é assim que o pré-candidato ao Piratini, Luciano Zucco (PL), se apresenta aos eleitores. Ex-deputado estadual e deputado federal mais votado da bancada gaúcha nas eleições de 2022, Zucco reforça as diferenças com dois de seus principais concorrentes no pleito programado para o dia 4 de outubro.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
“Tem pré-candidato que se baseia em um nome político muito forte, da história, com o legado do sobrenome. Outro pré-candidato gosta de enaltecer que está vinculado a siglas partidárias desde os seus 10, 12, 15 anos. Eu sou produto da indignação de uma política que não está sendo entregue há muito tempo.”
Essa será a primeira vez que Zucco vai disputar um cargo ao Executivo. Ele explica que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gostaria que ele disputasse o Senado ao invés do Piratini. “Tinha uma reeleição bem construída [na Câmara]. Era a intenção do nosso presidente Bolsonaro [Jair] que eu fosse ao Senado, ele entende que é uma eleição muito importante para equilibrar os poderes. Mas eu falei para ele que estava colocando o meu nome à disposição para concorrer ao governo deste estado [RS].”
O deputado federal salienta que, mesmo se posicionando politicamente de maneira firme, pretende fazer um governo de diálogo em caso de eleição. “Respeito quem pensa diferente, que dialogar e tentar construir até com quem pensa diferente, uma forma de poder atendê-los. Até porque o governador tem que governar precisa governar para todos, não apenas para a direita, esquerda ou centro.”
Polarização
Ainda no quesito polarização, Zucco reiterou que acha necessário se posicionar. “Entendo que quem não tem lado é um problema. É um dos motivos para o Estado não crescer. Quer contentar todo mundo e não contenta ninguém, faz o que é fácil e não o que é certo. O gaúcho em sua história tem posição, aqui é Grêmio ou é Inter”, reforça.
Sem citar o partido, criticou o “centrão” e o modo de agir de siglas que mudam de lado por interesse próprio. “O centrão não me representa. Uma hora apoia o Bolsonaro, outra apoia o Lula. Isso não é um projeto confiável.”
Apesar de representar um lado, diz que os posicionamentos vão contemplar os gaúchos. “Meu P não é de partido, é de Pessoas.”
A entrevista completa está disponível em youtube.com/gabrielsouza e cortes podem ser vistos nas redes sociais do Jornal NH, Jornal VS, Diário de Canoas e Jornal de Gramado.