Embora marcado por celebrações e confraternizações, o período das festas de final de ano historicamente registra aumento nos casos de violência contra a mulher, o que exige atenção redobrada do poder público e da sociedade. O alerta se justifica por dados recentes: em abril, ao longo dos cinco dias do feriadão de Páscoa, ao menos dez mulheres foram vítimas desse tipo de crime no Rio Grande do Sul.
Em Campo Bom, a vice-prefeita Gênifer Engers (PDT) utilizou as redes sociais para chamar a atenção para o problema e reforçar que o enfrentamento da violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva.

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No vídeo, ela divulgou os principais canais oficiais de denúncia e acolhimento às vítimas, como o Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo telefone 190.
Campanha estadual
A mobilização em Campo Bom reforça a campanha estadual “Não maquie, denuncie”, lançada no início deste mês pelo governador Eduardo Leite (PSD) e pela secretária da Mulher, Fábia Almeida Richter. A iniciativa busca incentivar mulheres a buscarem ajuda especializada em vez de disfarçarem as agressões.
“Denunciar é um ato de coragem e de cuidado”, destacou Gênifer reforçando que denunciar é o primeiro passo para romper o ciclo de abusos. Para a vice-prefeita, a violência contra a mulher não pode ser tratada como um problema privado.
“Ela pode acontecer dentro de casa, mas diz respeito a toda a sociedade. A violência precisa ser denunciada, não disfarçada. Existem canais seguros, com atendimento sigiloso e profissionais preparados em todo o Estado”, destacou.
Ela também ressaltou que, durante feriados prolongados, a campanha é intensificada para evitar a repetição de números alarmantes registrados em datas anteriores. “Violência não é amor. Denunciar é um ato de coragem — e nós estaremos aqui para apoiar”, reforçou.
Indicadores da violência
De acordo com dados do Observatório Estadual da Segurança Pública, de janeiro a outubro deste ano, 69 mulheres foram mortas no Rio Grande do Sul e outras 220 foram vítimas de tentativas de feminicídio. No mesmo período, cerca de 40 mil mulheres denunciaram algum tipo de violência.
Os indicadores mostram ainda que a maioria dos casos ocorre dentro da casa da vítima ou do suspeito, e que, na maior parte das situações, o companheiro da mulher é o principal agressor.
Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher
Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.