abc+

JULGAMENTO DE BOLSONARO

Zanin rejeita questões preliminares levantadas pelas defesas na ação penal do golpe

Cristiano Zanin é o último dos cinco ministros do STF a votarem no julgamento do Núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado

Publicado em: 11/09/2025 às 17h:35 Última atualização: 11/09/2025 às 18h:15
Publicidade

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou questões preliminares levantadas pelas defesas dos réus da ação penal da tentativa de golpe de Estado em 2022, afastando alegações sobre a incompetência da Corte para analisar o caso; sobre suspeição do ministro Alexandre de Moraes para analisar o caso; sobre uma suposta violação ao princípio acusatório; e sobre um cerceamento de defesa.

Publicidade

LEIA MAIS: STF forma maioria para condenação de Bolsonaro e dos outros sete réus por tentativa de golpe de Estado

Ministro Cristiano Zanin | abc+



Ministro Cristiano Zanin

Foto: Victor Piemonte/STF

Com relação ao cerceamento de defesa, Zanin lembrou dos tempos de advogado, avaliando que – ao contrário do que foi alegado pelas defesas – o trabalho dos advogados foi “facilitado” com o encaminhamento do material via link.

“Todos somos juízes, mas me lembro que trabalhava com arquivos de 100 terabytes, sem disponibilização do link, trabalhando dentro de sala cofre da Polícia Federal”, apontou.

VEJA TAMBÉM: “Golpe de 64 tinha menos provas do que o caso atual”, afirma Dino sobre trama golpista

Publicidade

Zanin destacou ainda que todo o material foi disponibilizado pela Polícia Federal e argumentou que o fato de se tratar de um material amplo não configura cerceamento de defesa.

Ao iniciar seu voto pouco antes das 16h30 desta quinta-feira, 11, Zanin disse que seu voto tem algumas centenas de páginas, como os dos colegas, mas não faria uma leitura e só uma “apresentação”.

CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER

Publicidade

Com relação à competência do STF para julgar o caso, Zanin destacou que o tema já foi analisado pelo plenário, com centenas de ações julgadas sobre os atos golpistas do 8 de Janeiro. A decisão do plenário da Corte máxima também foi relembrada quando o ministro afastou a preliminar de uma suposta suspeição do ministro Alexandre de Moraes para analisar o caso.

Publicidade

Matérias Relacionadas