O deputado federal gaúcho Luciano Zucco (PL), líder da oposição na Câmara Federal, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (14). Bolsonaro está em prisão domiciliar, sem acesso a redes sociais e recebendo somente visitas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Zucco diz que a visita teve caráter pessoal e político. “Fui como amigo e como líder da oposição conversar sobre o cenário atual, relatar o trabalho que temos desenvolvido no Congresso em pautas como a anistia, o fim do foro privilegiado e também o processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado”, afirmou.
O deputado revelou que Bolsonaro está abatido e com a saúde debilitada, mas firme nas suas convicções. Um dos assuntos tratados, segundo Zucco, foi a denúncia conhecida como “Vaza Toga”, envolvendo supostas irregularidades na atuação do ministro Alexandre de Moraes. Uma estrutura paralela no gabinete de Moraes teria levado a prisões do 8 de janeiro a partir de publicações em redes sociais.
Segundo Zucco, esses casos têm sido noticiados por jornalistas independentes e serão levados formalmente a embaixadas estrangeiras. “Temos mais de 80 cartas preparadas para envio e reuniões marcadas com diplomatas em Brasília”, disse.
O deputado gaúcho informou ainda que Bolsonaro deseja receber a visita de algumas lideranças políticas, entre elas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O ex-presidente foi um dos principais articuladores do apoio da oposição à eleição de Motta para o comando da Casa.
Após a visita, Zucco voltou a criticar a política externa do governo Lula e defendeu que o presidente deve telefonar para Donald Trump e tentar negociar com os Estados Unidos. É sabido, no entanto, que o governo americano não demonstra qualquer disposição de uma negociação comercial com o Brasil para tentar resolver o impasse do tarifaço.
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