O mar do Caribe foi embora e o chocolatão voltou ao litoral norte no início desta semana. No entanto, nesta quinta-feira (29) os veranistas voltaram a encontrar a água mais clara em Tramandaí.
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Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Conforme o professor Marcelo Pereira de Barros, do curso de Ciências Biológicas da Universidade Feevale, a cor da água depende de diversos fatores, entre eles o vento. “O Estado apresenta um litoral muito retilíneo, pouco recortado, isso faz com que tenhamos uma dinâmica [movimentação] das águas costeiras bem particular”, explica.
Ele salienta, ainda, que a caraterística também está relacionada ao Oceano Atlântico.
Veranistas percebem oscilação da cor nos meses de janeiro
Frequentadores da Barra de Tramandaí há 12 anos, o casal Orleans Machado e Jess Alvest afirma que o mar costuma variar muito em janeiro. “Tem dia que a água fica bem clarinha. Teve dias que parecia água do Caribe mesmo”, diz Jess.
A chuva, como a que caiu nesta tarde, eles ressaltam que não parece interferir. “O que muda é o vento. Quando o mar está de ressaca também escurece”, esclarece Orleans.

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Os moradores de Cachoeirinha falam com autoridade, afinal, permanecem na praia por 40 dias no verão. “A gente vem em dezembro e voltamos para a cidade apenas em fevereiro.” Aposentados, o objetivo é curtir a vida: “Ver a água do mar fortalece o espírito”, garante o cachoeirense.
A rotina do casal na praia começa cedo. Orleans faz sua caminhada. “Hoje foram 2 quilômetros.” E depois ficam na beira-mar até as 11 horas. “Durante a tarde ficamos em casa, vamos no Centro passear ou tomar sorvete”, salienta Jess.