Com a alta temporada de verão, casos de queimaduras por águas-vivas são crescentes no litoral. [Veja o vídeo no final da matéria]
Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), Thiago Bona, os cenários que mais contribuem para a presença das águas-vivas são as temperaturas elevadas na água do mar e o vento do nordeste e quadrante leste, que trás este animal marinho para perto da costa.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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Desde o início da Operação Verão, no dia 20 de dezembro, os números de ocorrências com águas-vivas são cerca de 700 em Tramandaí e em torno de 9 mil em Torres, de acordo com Bona. “São números que estão dentro da média, nós temos incidência um pouco maior em Torres, mas não é motivo para preocupação excessiva por parte da população”, explica.
Após a queimadura, Bona indica que os cuidados imediatos devem ser remover cuidadosamente os tentáculos que ficaram na pele e procurar uma guarita dos guarda-vidas para passar vinagre. “Comprovadamente ele tem uma ação perante a toxina da água-viva e o que deve evitar é lavar com água doce e esfregar, porque ao esfregar os tentáculos acaba colocando ainda mais a toxina dentro da pele”, sustenta.
Para pessoas que tiveram lesões ou têm hipersensibilidade à toxina, tendo reações adversas, como febre ou tremores no corpo, o indicado é procurar atendimento médico, conforme Bona. “Quando a gente tem uma incidência muito alta de águas-vivas, nós vamos sinalizar com uma bandeira roxa próximo à guarita, então sempre observar a nossa sinalização”, destaca.
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