Além das praias, Arroio do Sal oferece outros espaços para quem busca contato com a natureza e momentos de alívio nos dias de calor intenso.
Entre eles está um verdadeiro refúgio natural: o Parque Municipal Tupancy, localizado entre os balneários Atlântico e Rondinha.
A unidade de conservação guarda um dos seus maiores tesouros, a Mata Atlântica, bioma fundamental para o equilíbrio ambiental da região.
A diversidade da flora é tão significativa que se tornou objeto de estudo de universidades gaúchas. Todo esse verde, aliado à presença da água, transforma o parque em um espaço de bem-estar, especialmente durante as ondas de calor.
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A importância da Mata Atlântica no local se revela também na capacidade de regeneração do ambiente. Em períodos em que a lagoa chegou a secar, ele voltou a se restabelecer graças à água absorvida pela vegetação, que gradualmente retornou ao espelho d’água.
Com trilhas acessíveis, o Parque Municipal Tupancy permite que visitantes explorem de perto essa riqueza natural, observem a flora e também algumas espécies de aves que encontram ali um habitat preservado.
Tudo isso de forma gratuita, reforçando o parque como um espaço de lazer, educação ambiental e contemplação da natureza.
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Mata Atlântica é o maior tesouro do Tupancy
Segundo a cuidadora e recepcionista do parque, Elisabete Maria Klein, a Mata Atlântica é o principal patrimônio do Tupancy e funciona como um verdadeiro “pulmão” para o Parque. Ela explica que o parque vai além da visitação e cumpre papel fundamental na educação ambiental, recebendo escolas e visitantes ao longo do ano.

Foto: Geison Concencia/GES/Especial
Elisabete destaca ainda que a própria vegetação foi responsável por salvar a lagoa do parque em períodos de estiagem, ao absorver a água da chuva e direcioná-la às nascentes. Além disso, o Tupancy também é área de pesquisa científica, com estudos que já identificaram mais de 40 espécies de fungos, considerados bioindicadores da qualidade do ar.
“A Mata Atlântica é o maior tesouro do Parque Tupancy. Ela funciona como um verdadeiro pulmão do Parque, protege a lagoa e garante a vida que existe aqui. Mais do que um espaço de visitação, o parque é também um lugar de educação ambiental e pesquisa”, destaca a cuidadora e recepcionista Bete.