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IDENTIFICAÇÃO

Ações na região encerram mutirão de coleta de DNA de familiares de desaparecidos no RS

Atividades em São Leopoldo e Novo Hamburgo foram as últimas desta edição da campanha no Estado, mas coletas seguem no IGP; saiba mais

Priscila Carvalho
Publicado em: 14/08/2025 às 17h:20 Última atualização: 14/08/2025 às 17h:21
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A região recebeu, nesta quinta-feira (14), a última ação do mutirão nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas no Estado. A iniciativa, do Instituto-Geral de Perícias (IGP), ocorreu pela manhã, na Praça da Biblioteca, em São Leopoldo, e à tarde, na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo.

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Organizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o mutirão tem o objetivo de ampliar as ações de identificação de pessoas desaparecidas em todo o Brasil. No Estado, as ações tiveram o apoio da Polícia Civil. 

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Coleta e análise dos dados

Perita criminal do laboratório de DNA da Divisão de Genética Forense do IGP, Aline Spindler acompanhou as ações na região. Ela destaca que a coleta é realizada de forma rápida e tranquila, onde o familiar passa por um breve questionário, sua impressão digital é recolhida e a coleta do material genético realizada.

“É passada só uma esponjinha na parte de dentro da bochecha. Não dói”, afirma, mostrando o coletador usado para tal. O DNA coletado, então, é passado para um papel e guardado no laboratório. “A gente faz o cadastro e esse material biológico vai para o banco de dados, que faz a comparação entre o material do familiar e os restos mortais não identificados no banco de dados aqui do Rio Grande do Sul. Ele faz a comparação e, se tiver uma coincidência, o banco de dados – que é o mesmo que o FBI (principal agência de investigação dos Estados Unidos) usa – nos informa e aí liberamos o laudo para a delegacia”, explica Aline.

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Segundo ela, uma vez por semana, o banco de dados do Estado é comparado também com os bancos dos demais estados brasileiros. “Então, se o familiar é daqui do Rio Grande do Sul, mas o corpo foi encontrado no Paraná, o banco de dados dá mesmo assim a informação”.

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Mais de 900 famílias cadastradas

Atualmente, conforme Aline, há cerca de 600 restos mortais não identificados e 940 famílias cadastradas no banco de dados. “Quer dizer que os restos mortais não identificados não são compatíveis com os familiares que já estão lá cadastrados”, reforça.

A perita lembra ainda que a campanha é feita anualmente e quem já coletou em alguma outra ação não precisa participar de novo. “Quem fez a coleta uma vez, já está no banco de dados, e no momento que entrar um cadáver diferente, que não esteja lá ainda, o banco já faz a comparação desse cadáver com os materiais de todos os familiares que já estão lá”, ressalta.

No Estado, a campanha passou pelas cidades de Viamão, Alvorada, Canoas, Porto Alegre, Gravataí, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

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Coleta segue em qualquer período do ano

Mesmo que o mutirão tenha encerrado, quem tiver familiares desaparecidos em qualquer período do ano pode procurar uma delegacia de polícia e fazer um Boletim de Ocorrência. No local, ele será orientado a procurar a unidade do IGP mais próxima da sua cidade para fazer a coleta de material genético.

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Casal tenta encontrar filho desaparecido há dois anos

O casal José Pereira da Silva, 67 anos e Heroína Furtado da Silva, 68, foi orientado por uma familiar a procurar a ação leopoldense e fazer a coleta de DNA a fim de tentar encontrar o corpo do filho, Josias, que estaria hoje com 39 anos. Ele morava na região de Laguna, Santa Catarina, e está desaparecido desde março de 2023. “Ele veio, visitou a gente e voltou pra lá. Depois, não tivemos contato nunca mais”, lamentou José.

 

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