Moradores de Rolante relatam problemas na água fornecida desde a última quinta-feira (12). Segundo os consumidores, além de gosto e cheiro desagradáveis, o líquido passou a apresentar coloração mais escura nesta terça-feira (17), aumentando a preocupação.

Foto: Divulgação
Registros compartilhados por moradores mostram a água com aspecto turvo e tonalidade acinzentada. A situação teria sido percebida em diferentes pontos do município, tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Alceu Trevizani afirmou que a prefeitura acompanha o caso desde os primeiros relatos e cobra providências. “Desde sexta-feira a gente vem monitorando essa situação e cobrando uma posição da Corsan. Sabemos da preocupação da população e estamos atentos a isso”, disse.
Ele também destacou que o município mantém contato com os órgãos responsáveis para entender a origem do problema e buscar uma solução.
Suspeita de descarte irregular
Em nota, a Corsan informou que identificou, na sexta-feira (13), alterações nas características da água bruta captada no Rio Rolante. Conforme a companhia, mudanças repentinas impactaram aspectos como cor, turbidez e cheiro.
A empresa afirma que, desde então, equipes técnicas atuam para ajustar o tratamento e preservar a qualidade da água distribuída. Produtos específicos teriam sido utilizados para eliminar odor e sabor, sem comprometer a segurança do consumo.
A Corsan também comunicou que acionou órgãos como a Fepam e a Brigada Militar, por meio da Polícia Ambiental, para investigar a possibilidade de descarte irregular de dejetos no rio.
Apesar das reclamações, a companhia sustenta que a água distribuída atende aos padrões estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde. Segundo a nota, alterações de cheiro e sabor são consideradas características sensoriais e não indicam, necessariamente, risco à potabilidade, desde que outros parâmetros estejam dentro dos limites exigidos.
A Corsan afirma ainda que realizou coletas e testes em diferentes pontos da cidade, inclusive em imóveis de clientes, e que o sistema segue sob monitoramento contínuo. De acordo com a empresa, as alterações sensoriais já não estariam mais presentes na água.
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