Parobé realiza, entre esta terça-feira (17) e o dia 4 de abril, a Quinzena das Águas, em alusão aos dias do Rio dos Sinos (nesta terça), da Água (dia 22) e do Rio Paranhana (dia 4 de abril).
Com abertura nesta terça às margens do Rio dos Sinos, no Balneário de Santa Cristina, a ação conta com diversas oficinas focadas na preservação da água e sua contribuição para o meio ambiente.
A iniciativa é das secretarias de Educação e de Meio Ambiente de Parobé, em parceria com a Corsan, a Biblioteca Pública Municipal, o Instituto Gaia Guria, a SOS Mata Atlântica e a instituição de ensino anfitriã, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Padre Afonso Kist.
A coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Sabrina Amaral, ressalta o aprendizado que é reforçado pela iniciativa. “Esse é um espaço para que os estudantes consigam colocar em prática o que eles aprenderam na sala de aula, aprendendo mais com a natureza e com o meio ambiente”, diz.
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O prefeito da cidade, Gilberto Gomes Junior, descreve como as atividades contribuem com a conscientização dos alunos. “São oficinas que tratam do cuidado com o desmatamento nas margens do rio, o impacto disso no dia a dia das enchentes, o cuidado que precisamos ter no saneamento”, cita.
“É preciso trabalhar isso com a juventude para no futuro eles colaborarem cada vez mais com a preservação os rios, que são fontes de água para a comunidade”, completa.
Também presente, a coordenadora estadual de Meio Ambiente, Mariela Inês Sacchi, representou a secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann. “Viemos para conhecer os projetos que estão sendo desenvolvidos e ouvir as crianças.
O analista de responsabilidade social da Corsan, Airton Rodrigues da Silva Jr, ministrou uma das atividades disponíveis na abertura e fala sobre os benefícios que ações como essa trazem à comunidade. “Tudo o que eles aprendem aqui sobre preservação eles levam para a família e para os locais em que estão inseridos. Acredito que a formação agrega muito no estudo e conhecimento deles para se tornarem adultos mais conscientes.”
“Se a gente não preservar a água, vai ficar sem”
Dentre as dez escolas participantes na abertura esteve a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professora Ana Maria Fay Dos Santos, junto com a professora de séries iniciais Giane da Silva Boch.
“A gente vivencia isso na sala de aula, com vários recursos, uso de chromebooks, google maps, a gente vai explicando sobre as bacias hidrográficas. Mas assim eles saem do ambiente de sala de aula e experienciam essas dinâmicas ao ar livre, aprendendo sobre a estrutura do rio e a importância de preservá-lo”, comenta Giane.
Bianca Cristine Pôncio, de 10 anos, lembra que os recursos naturais do planeta não são infinitos. “Se a gente não preservar a água, a gente vai ficar sem a que a gente toma hoje em dia. Muita gente joga lixo onde não pode e acaba prejudicando, e interfere no ar, na nossa respiração.”
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“Na correria do dia a dia, muitos não saem. Vários deles até já me relataram ‘prof, eu nunca vim aqui’, então isso é inovador para eles”, acrescenta.
Aluno do 5º ano, Lorenzo Sponchiado, 10s, destaca o que foi aprendido até então. “Nós precisamos preservar, porque no mundo todo só tem 3% de água potável. E a gente tem que cuidar dos rios, não pode encher de papel e outras coisas.”
Da Emef Teresinha Ivone Homem, o aluno Davi José de Graff, 10, reforça os cuidados básicos. “Não podemos desperdiçar água, temos que proteger o meio ambiente e fazer as coisas certas.”
Datas voltadas à conscientização ambiental
Criadas para incentivar a preservação dos meio ambiente, o Dia Estadual de Preservação e Conscientização da Importância da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (mais comumente chamado de Dia do Rio dos Sinos), o Dia Mundial da Água e o Dia do Rio Paranhana tendem a ser marcados por ações de conscientização.
O primeiro, comemorado nesta terça-feira (17), foi criado por meio da Lei Estadual nº 12.171 de 2004, focando na importância de proteger o Rio dos Sinos, que perpassa mais de 30 cidades.
O Dia Mundial da Água, por sua vez, foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, lembrando sobre o risco de desabastecimento causado pelo aquecimento global e o desperdício dos recursos hídricos.
Já o Dia do Rio Paranhana, de acordo com Sabrina Amaral, a partir de um encontro sobre educação ambiental entre educadores e gestores de Igrejinha, Taquara, Parobé e Três Coroas. Com isso, cada cidade instituiu sua própria lei municipal com o objetivo de incentivar a preservação do rio.