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Diversidade

Arte, orgulho e resistência marcam a primeira Parada Livre de Campo Bom

Evento celebra a diversidade e reúne música, dança e manifestações culturais na Rua Coberta

Dário Gonçalves
Publicado em: 05/10/2025 às 19h:34 Última atualização: 05/10/2025 às 19h:34
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Arte, orgulho e resistência! Esse é o lema da 1ª Parada Livre de Campo Bom, que movimenta a Rua Coberta neste domingo (5). O evento celebra a diversidade, o respeito e a visibilidade da comunidade LGBTQIAPN+, com uma programação que combina música, arte e cultura.

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Com entrada gratuita, a Parada se estende até às 21h, reunindo artistas locais e regionais, coletivos culturais e representantes de movimentos sociais. O espaço foi transformado em um grande palco de celebração, com shows, performances e intervenções artísticas, além de uma feira com empreendedores da economia criativa, food trucks e espaços de convivência voltados à inclusão.

1ª Parada Livre de Campo Bom | abc+



1ª Parada Livre de Campo Bom

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

Representatividade e cultura

A Parada Livre de Campo Bom nasceu do desejo de dar visibilidade à população LGBTQIAPN+ do município e da região, fortalecendo o diálogo sobre respeito, igualdade e direitos humanos. Além da programação musical — que inclui Daii, Zé Ramos e DJ Júlia Klein — o evento trouxe apresentações de drag queens, performances teatrais e manifestações artísticas que abordam temas como identidade, amor e pertencimento.

Uma das idealizadoras da Parada, Vanessa Vanzin, explica que o projeto foi viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura Aldir Blanc e tem como objetivo reconhecer e valorizar a produção artística queer e LGBTQIAPN+.

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“Nossa proposta é mudar a consciência sobre a arte e a cultura queer, valorizar os artistas, pagar cachê e realmente celebrar a cultura LGBTQIAPN+ em Campo Bom. Queremos ser um exemplo para o Vale dos Sinos e para o Brasil, mostrando que é possível realizar um evento para toda a família e, ao mesmo tempo, reconhecer a importância da arte e da diversidade”, afirma.



Vanessa ressalta ainda o desejo de que a Parada Livre passe a integrar o calendário oficial de eventos de Campo Bom, a exemplo de outras cidades da região.

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“Esperamos que o governo federal e o município reconheçam a existência e a importância da cultura LGBTQIAPN+ no Brasil, assim como são reconhecidas outras expressões culturais. Acreditamos que Campo Bom pode seguir o exemplo de São Leopoldo e incluir a Parada no calendário municipal. Nosso objetivo não é apenas atrair o público local, mas também pessoas de toda a região”, diz.

Inclusão familiar

A produtora Lisi Strottmann, que integra a organização, destacou o caráter inclusivo e familiar da iniciativa: “A intenção do nosso evento é trazer toda a família, os amigos, os vizinhos, toda a comunidade. A Parada é para todo mundo. Queremos que as pessoas venham, participem e celebrem conosco”, afirma.

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O público também celebrou o caráter histórico da primeira edição. Para Xan Paixão, 26 anos, morador de Canoas, o evento representa uma conquista simbólica. “Por ser a primeira parada LGBT do município, é um marco histórico. Durante muito tempo queríamos estar aqui, ocupando esse espaço, e hoje mostramos para a cidade e para as outras pessoas que nós também existimos e vamos ocupar todos os lugares que por tanto tempo nos foram negados”, disse.



Palco para artistas LGBTQIAPN+

Entre as atrações do evento, a cantora Daii falou sobre a importância de ocupar o palco como mulher lésbica.“É uma luta constante. Estar aqui, como mulher lésbica, fazendo meu som, é motivo de muita felicidade. A expectativa é alta e estou muito feliz por esse espaço e pela recepção do público”, afirmou pouco antes da apresentação.



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