abc+

RECONHECIMENTO

Bailarinos da região participam do maior festival de dança do mundo em Joinville

42ª edição do festival segue até o dia 2 de agosto e conta com a participação de mais de 13 mil pessoas

Publicado em: 26/07/2025 às 13h:25 Última atualização: 26/07/2025 às 13h:27
Publicidade

A 42ª edição do Festival de Dança de Joinville, que começou no último dia 21 de julho e segue até 2 de agosto, conta com a participação de talentos da região. O festival de dança, reconhecido pelo Guinness Book como o maior do mundo, reúne, neste ano, mais de 13 mil participantes de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal e de países como Paraguai, Equador e Portugal. Segundo a organização, em 2025, 5.827 coreografias foram inscritas na seleção internacional e 4.684 foram aprovadas. Destas, 231 estarão na Mostra Competitiva.

Publicidade

Eliel e Rebeca participarão pela primeira vez do festival



Eliel e Rebeca participarão pela primeira vez do festival

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial

Durante os 13 dias de festival, os grupos e bailarinos também se apresentam nos Palcos Abertos, que são montados em shoppings, praças, espaços culturais e pontos turísticos de Joinville e outras cidades da região. Ao todo, são mais de 500 horas de coreografias apresentadas gratuitamente ao público. A programação inclui ainda aulas de dança gratuitas para todas as idades e o chamado Encontro das Ruas, com atividades como batalha de MCs e freestyle.

CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP

Pelo quinto ano consecutivo, a Brilhart Escola de Danças de São Leopoldo participará do evento, desta vez com um casal de bailarinos. Eliel Des Essarts Soares, 17 anos, e Rebeca Silveira da Silva, 18 se apresentarão nesta segunda (28), terça (29) e quarta (30), em três palcos abertos. Das três coreografias inscritas pela escola, duas foram aprovadas: Além da Tentativa, um jazz executado pelos dois bailarinos, e Entrada de Kitri, um balé de repertório, o qual Rebeca apresentará sozinha.

Diretora artística da escola, Giovana Isotton conta que para bancar a ida dos bailarinos a Joinville, foi feita uma rifa, além da venda de docinhos. “É muito bom poder participar de mais um festival. Joinville é a cidade da dança, lá a gente se sente no nosso mundo. Além disso, é uma oportunidade para os nossos bailarinos, de aprender com os cursos. Além da experiência, a gente vai para estudar”, conta. Para os dois bailarinos esta será a primeira vez no festival.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: São Leopoldo Fest atraiu 50 mil pessoas à Praça do Imigrante nesta sexta-feira

Eliel, que dança desde os 7 anos, revela que a expectativa é grande pela participação. “É uma oportunidade para abrir novas portas, expandir os horizontes”, conta. Morador de Campo Bom, o jovem viaja duas vezes por semana para São Leopoldo para fazer as aulas de dança. E é no jazz que ele diz se encontrar. “É o meu estilo preferido, mais solto”, conta. Para ele, que começou na dança estimulado pelo exemplo da mãe, os momentos em que calça as sapatilhas são de liberdade. “Na dança eu mostro o que sinto, extravaso”, diz.

Primeira bailarina da família, Rebeca dança desde os 4 anos. Hoje é uma das professoras da Brilhart. Para ela, participar do festival de Joinville é viver aquilo que sempre sonhou. “É uma oportunidade para aprender, ao lado de pessoas muito boas. Na dança a gente sempre precisa estar se aperfeiçoando, se atualizando. Acredito que muito do que vou vivenciar lá, passarei para as minhas alunas, principalmente na parte coreográfica, nos passos diferentes”, avalia.

Publicidade

VIU ESTA?: Benzedeiras da região participam de encontro neste sábado em Sapucaia; evento é aberto ao público

“Estar no festival vai expandir o meu mundo e estimular a expandir o mundo das minhas alunas, fazer com que elas busquem novas experiências”, completa.

Publicidade

Quarto ano seguido que Amanda é aprovada

Aos 13 anos, Amanda de Menezes Pinto, já é experiente no festival. Esta é a quarta vez que a adolescente, moradora de São Leopoldo, participa da programação. No ano passado, foi aplaudida de pé, ao se apresentar, superando todos os desafios após ter a casa onde morava invadida pela enchente e ter perdido figurinos da dança. Para a edição deste ano, representando a Escola Ballet Davi Sgarbi, Amanda apresentará um ballet de repertório em pontas, em três palcos abertos neste fim de semana. A coreografia escolhida foi Variação de Repertório Flowers Festival at Genzano.

Escola de Portão teve duas coreografias selecionadas

Também da região, participam do festival duas bailarinas da LK Escola de Dança de Portão. Carolina Rocha da Silva e Manuela Rocha da Silva apresentarão as coreografias Conexão e A Arte Que Me Move no Palco da Sapatilha nesta quarta (30) e quinta-feira (31).

SAIBA MAIS: Prefeitura de São Leopoldo deverá ser notificada por pintura da Ponte 25 de Julho

Publicidade

“Este festival é muito importante porque é o maior festival de dança do mundo. É o reconhecimento de nosso trabalho, pois existe uma seleção para que possamos participar do evento. Fomos selecionados com as bailarinas Manu e Carol, com 10 e 20 anos de dedicação ao estudo da dança respectivamente na LK Escola de Dança. Um orgulho fazer parte desse evento por onde passam e passaram bailarinos renomados como Ana Botafogo”, diz.

“Ter esse reconhecimento e ser aprovado na seleção é uma conquista indescritível, proporcionando aos bailarinos uma vivência importante no palco do evento e principalmente atualização em cursos com professores renomados”, analisa uma das proprietárias da escola, Lisiane Klein.

Publicidade

 

Publicidade