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"Bebê milagre": A história de superação da menina de Sapucaia do Sul que teve parada cardiorrespiratória de 27 minutos

Com apenas quatro meses na época, Maria Helena foi contra estatísticas médicas e superou momentos angustiantes com diversas complicações respiratórias

Publicado em: 05/11/2025 às 14h:35
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Uma história de superação marcou a vida de uma família de Sapucaia do Sul. Luísa Gassen, 26 anos, viu a filha, Maria Helena Gassen, de apenas sete meses, passar por parada cardiorrespiratória de 27 minutos, enterocolite necrosante e crises convulsivas, e após 23 dias internada na Associação Hospitalar Vila Nova, em Porto Alegre, sair sem sequelas.

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Maria Helena com a mãe Luísa e a equipe de UTI da Associação Hospitalar Vila Nova



Maria Helena com a mãe Luísa e a equipe de UTI da Associação Hospitalar Vila Nova

Foto: Arquivo pessoal

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Luísa conta que no fim de julho deste ano reparou que a filha fazia esforço para respirar e demonstrava desconforto, então a levou em uma consulta no Hospital São Camilo de Esteio e recebeu o diagnóstico de bronquiolite. No mesmo dia, Maria Helena já ficou internada. Em menos de 48 horas a bebê precisou ser entubada e entrou na UTI da Associação Hospitalar Vila Nova, onde permaneceu por quase um mês.

Os dias não foram fáceis para a família. Neste período, Maria Helena teve uma uma parada cardiorrespiratória de 27 minutos, pneumotórax, enterocolite necrosante, anemia e crises convulsivas. “Ela piorava a cada momento e quando aparecia alguma melhora, logo depois ela piorava duas vezes mais. Eu e o pai dela nos sentimos impotentes, não podíamos fazer nada para ajudar a não ser orar, e assim nós fizemos”, conta Luísa.

Maria Helena, bebê de Sapucaia do Sul que superou quadros respiratórios



Maria Helena, bebê de Sapucaia do Sul que superou quadros respiratórios

Foto: Arquivo pessoal

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Somente na segunda tentativa de tirar o tubo o processo teve sucesso, e a partir daí a menina progressivamente foi melhorando. Não teve mais convulsões e acordou com sinais neurológicos preservados, surpreendendo até os médicos da instituição. Luísa conta que Maria Helena passou a ser chamada de “bebê milagre” entre os profissionais da UTI do Hospital.

Contra as estatísticas

Após cerca de três meses do ocorrido, Luísa conta que a bebê está bem em casa. “Depois que ela voltou para casa, ela continuou e continua se desenvolvendo surpreendentemente bem, com todos os marcos de desenvolvimentos adequados, sem nenhuma sequela. Já passou por neurologistas e muitos pediatras que afirmam que ela não tem sequelas”, conta a mãe.

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Depois de dias intensos quando a bebê tinha apenas quatro meses, Luísa relata que o sentimento é de gratidão. “Vi a morte de frente querendo levar minha menina, e também vi Deus olhando por nós e escutando nosso clamor. Ainda me vem muitas cenas do que vi ela passar na cabeça, foram situações traumatizantes, que ainda me perturbam, mas quando olho pra ela e vejo esse grande milagre sorrindo, feliz, viva e saudável, o sentimento de gratidão a Deus e a todos os profissionais que cuidaram dela tomam conta do meu coração”, declara.

A pediatra da Associação Hospitalar Vila Nova, Rebeca Smarzaro Wachholz, que fez o atendimento da Maria Helena, compartilhou o caso nas redes sociais, contando que a sucessão do caso foi contra às estatísticas. “Creio na Medicina baseada em evidência, e, por ela, Maria teria poucas chances, mas acima de tudo, creio num Deus que está acima da nossa Medicina, e Ele fez o impossível acontecer”, escreveu no post.

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