A rachadura identificada em uma laje na obra de alargamento do viaduto da Refap, na BR-116, em Canoas, é o novo fator que impede a retomada total da operação dos trens nesta terça-feira (14).
Mesmo após técnicos da Trensurb concluírem os reparos na linha férrea e na rede aérea de energia, danificadas por um acidente com caminhão ocorrido na noite do último domingo (13), o novo problema identificado no viaduto impede a normalização.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Conforme equipes que atuam no local, o problema está diretamente ligado à obra de substituição da superestrutura do viaduto antigo, intervenção necessária para viabilizar a implantação de uma terceira faixa no trecho.
A estrutura atual, projetada para suportar até 24 toneladas, está sendo totalmente substituída por uma nova, com capacidade de até 45 toneladas, adequada às exigências de tráfego atuais.
Durante os trabalhos, que foram acelerados após a interrupção da circulação dos trens causada pelo acidente de domingo, foi no momento do corte da estrutura antiga e a tentativa de içamento da peça que técnicos identificaram a rachadura nessa lajes.
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Devido a novos riscos de danos à linha férrea, especialmente após o episódio recente em que placas de concreto caíram sobre os trilhos, a área foi imediatamente estabilizada. O mesmo guindaste que tentou içar a laje mantém a estrutura segura de forma provisória.
Agora, a expectativa é pela chegada de um novo guindaste para realizar a remoção completa da laje comprometida.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Impacto nos trens
Enquanto isso, os trens seguem sem funcionar no trecho entre a estação Unisinos, em São Leopoldo e Mathias Velho, em Canoas.
A Trensurb afirma que já havia concluído os reparos emergenciais na via férrea e na rede aérea de energia atingidas pelo acidente de domingo e chegou a prever a retomada integral da operação às 5 horas desta terça-feira. No entanto, com esse novo problema, decidiu manter a circulação parcial dos trens somente entre as estações Novo Hamburgo e Unisinos, em São Leopoldo, e entre a Mathias Velho, em Canoas, e Mercado, em Porto Alegre.
No trecho de interrupção, ônibus foram colocados à disposição dos passageiros para a baldeação entre os terminais.