abc+

NOVO HAMBURGO

C-Level reúne executivos em imersão sobre negócios, comunicação e liderança

Evento empresarial promovido pelo Grupo Sinos movimentou o Teatro Feevale na tarde desta terça

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 05/11/2025 às 08h:41 Última atualização: 05/11/2025 às 15h:28
Publicidade

Uma imersão sobre negócios, comunicação e liderança. Assim foi a terceira edição do C-Level RS, evento empresarial promovido pelo Grupo Sinos que reuniu, na tarde de terça-feira (4), gestores e executivos no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo.

Publicidade

Com nomes de peso entre os speakers, o evento trouxe cases inspiradores, lições de estratégia e, claro, networking e conexões. “É uma alegria estar em um evento como este: num espaço de troca e de inspiração, com profissionais do mercado que não falam apenas de produtos, mas sobre propósito”, destaca o CEO do Grupo Sinos, Fernando Gusmão.

CEO do Grupo Sinos, Fernando Gusmão abriu oficialmente a série de palestras do evento | abc+



CEO do Grupo Sinos, Fernando Gusmão abriu oficialmente a série de palestras do evento

Foto: fotos Paulo Pires/GES

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP 

Quem abriu a série de conteúdos foi o presidente da Rio Grande Seguros e Previdência e vice-presidente da Icatu, César Saut. O executivo discorreu sobre o momento atual do país e o mercado de seguros, traçando expectativas para a economia e os negócios.

Na sequência, Marcos Silveira, CMO do Sport Club Internacional, falou sobre a estratégia de marketing do clube e a meta dos nove zeros. Em seguida foi a vez de Luciana Wodzik, executiva de Varejo, Moda e Estratégia de Marcas e ex-CEO da Arezzo&Co, que deu uma aula sobre liderança e cultura empresarial. Já o diretor de Branding e Comunicação BYD Brasil, Pablo Toledo, detalhou o case da empresa de tecnologia chinesa e a expectativa da marca para o mercado brasileiro.

Publicidade

Após o intervalo, foi a vez de Gabriela Michaelsen, CMO do Hard Rock Cafe Gramado, contar a proeza que foi convencer a marca internacional em investir na Serra gaúcha. E, por fim, o CMO do Grêmio FBPA, Leandro Figueiredo, “grenalizou” a tarde e trouxe palavras de inspiração e ousadia para quem busca fugir do “correr atrás da máquina”.

O 3º C-Level RS teve apresentação da Rio Grande Seguros e Previdência e Icatu; patrocínio master da Icatu Coopera; patrocínio Sicredi Pioneira, I Fashion Outlet, Rech Sistemas de Gestão, STV Segurança e Unimed VS; e apoio da Exatus Contabilidade e Swan Hotéis.

Confira os destaques das falas dos palestrantes

Pablo Toledo (diretor de branding e Comunicação da BYD Brasil)

Um dos nomes mais aguardados da tarde, o jornalista Pablo Toledo trouxe o case da BYD para o C-Level RS. A empresa de tecnologia chinesa tem um milhão de colaboradores no mundo, sendo mais de 122 mil só de pesquisadores. “São 45 requisições de patentes encaminhadas por dia”, conta Toledo, ao frisar que a marca é uma empresa de tecnologia e não uma montadora. “A BYD nasceu como empresa produtora de baterias e, na pandemia, se transformou na maior produtora de máscara do mundo”, detalha. Para o Brasil, a ideia é abrir três institutos de pesquisa no País nos próximos anos. “Hoje, de dez carros eletrificados comercializados no Brasil, oito são BYD. Isso é, temos 80% do mercado”, comemora.

Publicidade

Gabriela Michaelsen (CMO Hard Rock Cafe Gramado)

Contando a história de como trouxe a marca famosa de café para a Serra gaúcha ao lado do irmão, Gabriela Michaelsen destacou a importância da gestão para o sucesso do negócio. “Mesmo sendo uma grife internacional, que por si só já traz clientes, precisamos acompanhar de perto cada etapa, incluindo contagem de estoque, readequação de equipe, ajustes, entre tantos”, destaca. Ela frisa, também, as ações de inclusão com atendimento em Libras e menu em Braille. A executiva também ressaltou as inovações da loja e as ações de marketing, que conta com um exemplar do menor Hard Rock Cafe no Mini Mundo, em Gramado, e uma loja de souvenir no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre.

Leandro Figueiredo (CMO Grêmio FBPA)

Executivo de comunicação, Leandro Figueiredo não falou apenas sobre o trabalho desenvolvido à frente do clube gaúcho. Ao contrário, ele falou sobre cultura, gestão de pessoas, liderança e tempo. “Quando você parou para fazer a manutenção da sua vida e da sua empresa? Até máquina precisa parar para manutenção”, provoca, ao questionar sobre o “correr atrás da máquina” e não conseguir raciocinar sobre o dia a dia. “Quem nunca se sentiu naquela corrida de vida de rato, sempre correndo sem fim?”. Para ele, a alta performance é resultado da coerência, consistência e constância. “Além da resiliência, temos que parar para descansar, para refletir, para mentalizar a partir do nosso propósito”, defende.

Publicidade

Marcos Silveira (CMO SC Internacional)

O executivo falou sobre o método dos nove dígitos, onde cada vertical de negócio do clube tem a meta de gerar R$ 100 milhões em negócios. Para ele, toda empresa precisa ter um mapa de previsibilidade de hipóteses a sistema de receitas. “Começamos a trazer previsibilidade, mesmo sendo uma empresa de futebol. O método foi testado no campo de jogo e validado na sala do conselho”, destaca. Para o executivo, não é resultado de esforço, mas é a sequência lógica e execução disciplinada que traz resultados. Por fim, ele citou os sete motores para chegar aos nove dígitos: pricing dinâmico, patrocínio híbrido, membership escalável, Omnichannel, funil social, ROI por Canal e governança.

Luciana Wodzik (Executiva de Varejo, Moda e Estratégia de Marcas | Ex-CEO Arezzo&Co)

Com o slogan “potência máxima na execução”, Luciana Wodzik “colocou fogo” na plateia ao falar sobre cultura e varejo. Ex-CEO da Arezzo&Co, onde atuou por 29 anos, a executiva frisou a importância da cultura organizacional para o sucesso de qualquer empresa. Para ela, é a cultura que faz uma empresa sustentar o seu crescimento. “Times desengajados custam mais caro do que qualquer erro estratégico”, afirma, ao trazer dados que apontam que apenas 21% dos profissionais estão engajados no trabalho. “E, na maioria das vezes, o motivo são os líderes que, muitas vezes, não querem assumir o papel de liderança”, alfineta. Para Luciana, empresas que não têm uma cultura e gestores que lideram não crescem.

Publicidade