Um dos pilares econômicos de Dois Irmãos é o setor calçadista. E para suprir a carência de mão de obra desse segmento, qualificações são ofertadas a jovens e adultos, inclusive remuneradas. Uma delas é o curso de confeccionador de calçado, promovido pelo Senai em parceria com o Sindicado das Indústrias de Calçado de Dois Irmãos e empresas locais, como Calçados Kunzler, Henrich, Pegada e Wirth.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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De acordo com o gerente de operações do Senai, Alexandre Costa, as entidades disponibilizam cotas, que devem ser procuradas pelos estudantes. “As famílias e o futuro aprendiz precisam ir atrás como se fosse uma busca por emprego, a diferença é que será um cargo de aprendiz. Através dessa busca, ele consegue uma indicação e a empresa se compromete a patrociná-lo durante o período que ele está no curso”, explica.
Ao todo, cerca de 130 alunos entre 14 e 24 anos estão no programa, que tem duração de um ano, divididos em quatro turmas. “É a área fim das indústrias que estão patrocinando esses jovens. Ela converge com a necessidade que eles têm de desenvolvimento de profissionais”, afirma a coordenadora técnica, Michele Krüger.
A teoria e a prática são desenvolvidas simultaneamente, conforme a turma vai avançando. “Nós temos sala de aula e uma fábrica de calçado montada, em menor escala”, pontua Costa.
O espaço de execução das atividades é um ponto de atendimento em colaboração com o Sindicado e as quatro entidades.
Metodologia
Segundo Michele, o plano de curso contempla conteúdos para além da confecção do calçado, como habilidades interpessoais e socioemocionais. “O nosso objetivo é entregar um profissional cada vez mais completo.”.
A coordenadora pedagógica Caroline Zanini da Costa ressalta que temas como empreendedorismo e inovação também estão presentes na grade curricular.
Análise da matriz industrial da região
Conforme Alexandre Costa, o Senai realiza uma análise da matriz industrial da região, por isso o curso voltado ao setor calçadista na cidade. “O calçado é muito forte e muito pujante dentro do município, então ainda há necessidade de formar profissionais nesse segmento”, diz.
A coordenadora técnica explica que o curso é desenvolvido em um formato que a indústria tem a expectativa de receber os alunos. “Passando por essa formação, já chegam muito mais preparados. É mais fácil para a indústria conseguir mantê-los, desenvolvê-los e conseguir evoluí-los”, afirma Michele.