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Classe artística de Novo Hamburgo realiza manifestação contra a falta de repasses da Prefeitura

Representantes do setor da Economia da Cultura e Indústria Criativa de Novo Hamburgo realizam, em frente à Casa das Artes, um ato chamado "Contra o Calote no Funcultura"

Publicado em: 09/03/2026 às 20h:22 Última atualização: 09/03/2026 às 21h:21
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Mais de um milhão em verbas destinadas a cultura de Novo Hamburgo está sendo fonte de divergência entre Prefeitura e classe artística do Município. Segundo o movimento artístico da cidade, foram 49 contratos assinados e homologados desde os meses de abril e maio de 2025, e que deveriam ser pagos entre agosto e setembro do mesmo ano.

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Protestos da classe artística em frente a Cada da Arte contra falta de repasses  | abc+



Protestos da classe artística em frente a Cada da Arte contra falta de repasses

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Com a falta de pagamentos para executar os projetos, representantes do setor da economia da cultura e indústria criativa de Novo Hamburgo realizam, em frente a Casa das Artes, um ato chamado “Contra o Calote no Funcultura”, nesta segunda-feira, dia 9 de março.

Segundo os representantes da cultura de Novo Hamburgo, a Prefeitura atrasou os pagamentos em quatro editais, abertos em novembro e dezembro de 2024, durante a gestão anterior. Segundo eles, entre abril e maio de 2025 eles foram aprovados para repasses.

Agora, grupo se mobiliza em busca de diálogo e aguarda a oficialização de uma audiência solicitada junto à Secretaria da Fazenda com a finalidade de solucionar a situação de atraso dos pagamentos dos chamamentos Cculturais. Os investimentos são destinados a fomento de produção artística e cultural, literatura, música e aquisição de equipamentos.

Para o artista plástico Alexandre Reis, a falta de pagamentos representa um menosprezo a classe artística de Novo Hamburgo. Reis sustenta que, com a assinatura da atual gestão, a Prefeitura tinha o dever de pagar. “Não é apenas a classe artística que está sendo lesada, mas toda a comunidade. Com menos recurso, a própria comunidade não vai desfrutar de arte e da cultura”, desabafa Reis.

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O artista também questiona a falta de transparência da Prefeitura. Segundo ele, os editais de 2025 também não foram abertos. “Cadê o dinheiro do Funcultura”, questiona.

O técnico cinematográfico Maurício Borges de Medeiros denuncia a falta de protagonismo da classe artística dentro do conselho cultural. “Hoje somos minorias. Eles lotaram de CC’s. Os artistas não têm capacidade de mais na da dentro do conselho municipal de política cultural”, afirma Medeiros.

Para Medeiros, o município perde com a falta de investimentos na cultura. “Se o município investisse R$ 1 milhão para o audiovisual, receberia R$ 4 milhões da Ancine”.

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O que diz a Prefeitura

Por meio da Secult, o Executivo informa que não havia recursos para repasse dessas verbas quando a atual gestão assumiu. “Os recursos destinados a esse tipo de edital devem estar depositados no Fundo Municipal de Cultura. No entanto, ao conferir a situação financeira do Fundo, foi identificado um saldo de aproximadamente R$ 6 mil, enquanto os editais publicados somavam cerca de R$ 1,05 milhão em premiações, referentes ao ano de 2024. “Ao lançar o edital sabendo que não havia recursos disponíveis, a gestão anterior criou uma ilusão aos artistas – de que iriam receber um recurso, mas que, na prática, não existia efetivamente. Ou seja, como se diz de forma popular, passou um cheque sem fundos.”

A ex-prefeita, Fatima Daudt (MDB), foi procurada e afirmou que todas as contas de sua gestão foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e tudo está devidamente registrado.

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O ex-secretário da Fazenda, Betinho dos Reis. explicou que os recursos do Fundo de Cultura só são necessários quando há uma despesa efetiva. “A futura administração sabia da situação. Foi tratado nas reuniões de transição e os editais eram públicos. Caberia a eles fazer o empenho e pagamento”



Classe artística de Novo Hamburgo realiza manifestação contra a falta de repasses da Prefeitura
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