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INDÚSTRIA

Como o couro se torna propulsor de economia e lazer em Lindolfo Collor

Feira de Tapetes e Artefatos em Couro une festa e renda para expositores

Publicado em: 27/03/2026 às 21h:40 Última atualização: 27/03/2026 às 21h:40
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O título de capital dos tapetes em couro não é por mero acaso ou formalismo. Lindolfo Collor tem no material sua principal fonte de ICMS e de geração de empregos. Com mais de 70% de sua economia em torno do setor, até os momentos de diversão têm couro envolvido.

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Feira representa a importância do setor coureiro para a cidade | abc+



Feira representa a importância do setor coureiro para a cidade

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

A dependência no setor é tão significativa que, de acordo com o Relatório Valor Fiscal (VAF), em janeiro, o município teve um saldo operacional de mais de R$ 6 milhões. Deste montante, mais de R$ 5 milhões vêm do curtume.

Impulsionado pela Indústria de Peles Minuano, responsável pela maior arrecadação do município, Lindolfo Collor ainda conta com outras empresas do segmento e microempreendedores que seguem no mesmo ramo. Até quem não está ligado diretamente à confecção de tapetes trabalha com a matéria-prima: o boi. A segunda maior empresa é um frigorífico.

Como consequência, a maior geração de empregos também vem dos curtumes. Com pouco mais de seis mil habitantes, cerca de três mil pessoas trabalham no setor coureiro. O número, no entanto, poderia ser ainda maior. A demanda pelos tapetes e artefatos produzidos em Lindolfo Collor — que chegam ao mercado internacional por meio da exportação — esbarra na falta de mão de obra suficiente para atender à produção.

Diante da importância econômica, o município tem um evento voltado não só para divulgar e comercializar o produto, mas para festejar: a 11ª Feira de Tapetes e Artefatos em Couro. Dentro e fora do Ginásio Municipal Poliesportivo Herbert Oscar Enzweiler, que por sinal, leva o nome do fundador da Minuano, ocorre o evento que une festa de um lado e venda de tapetes e artefatos em couro do outro.

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Tapetes orgânicos

Os tapeceiros começaram a apostar em novidades para esta edição da Feira de Tapetes. Segundo o empresário Laércio Morguesdern, o mercado aponta para tapetes mais refinados como preferidos do público. Os chamados tapetes orgânicos, que utilizam a peça inteira do couro, e não retalhos, têm agradado à preferência e ao bolso do cliente, com custos que variam de R$ 500 a R$ 1 mil. “O cliente pode adquirir um tapete convencional também, pois ele também terá durabilidade e qualidade. Mas com um pouco mais de investimento, poderá ter uma peça inteira”.

A expectativa do empresário era vender cerca de 40 peças ao longo do final de semana.

Além dos tapetes, o gerente de produção Cristian Metz apostou em artefatos em couro, como bancos, que são uma opção de decoração. “A estimativa de venda está em torno de 100 metros de tapetes e seus artefatos, algo em torno de R$ 20 mil”, disse Metz.

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