A Corsan tem 30 dias para resolver um extravasamento de esgoto que já ocorre há mais de um ano em Canela. O prazo foi dado pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS), que realizou no dia 29 de janeiro uma fiscalização no município. A ação resultou na emissão de um Termo de Não Conformidade.
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Foto: Agesan-RS/Divulgação
A vistoria ocorreu após a vereadora Graziela Hoffmann (PDT) levar à agência a preocupação de moradores sobre o problema na esquina das ruas Sete de Setembro e André Frederico Heidrich. No local, os fiscais constataram a presença de efluente escorrendo pela sarjeta em direção à rede de drenagem pluvial.
Inicialmente, havia a suspeita de vazamento na rede de água. No entanto, a análise técnica confirmou que se trata de extravasamento de esgoto proveniente de um Terminal de Inspeção e Limpeza (TIL) da rede coletora operada pela Corsan.
“Tal situação, apesar de divergir da natureza da solicitação original, caracteriza um problema de ordem sanitária e ambiental que demanda intervenção imediata”, afirma a Agesan, no processo.
O relatório aponta falha operacional no sistema e destaca que a situação exige intervenção imediata. Caso o problema não seja resolvido, haverá aplicação de multa diária.
Para a vereadora, o caso preocupa principalmente pelo impacto ambiental. “Esgoto não pode estar correndo a céu aberto e indo para a rede pluvial. Isso afeta o meio ambiente, compromete a saúde pública e não é o que a nossa cidade merece. A fiscalização existe justamente para garantir que os serviços funcionem e que situações como essa sejam resolvidas”, afirmou.